Organograma aponta Mário como sócio de produtora Dark Horse nos Estados Unidos
Documentos apreendidos revelam conexões entre produtoras e suspeitas de irregularidades financeiras.
Um organograma apreendido pela Polícia Civil de São Paulo menciona uma pessoa identificada apenas como “Mário”, associando-o à Go Up Entertainment, produtora do filme “Dark Horse”. Este longa-metragem aborda a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O documento foi coletado durante a operação Wi-Fi Livre SP, que investiga possíveis irregularidades em um contrato superior a R$ 100 milhões entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Ferreira da Gama, também sócia da Go Up Entertainment no Brasil.
No organograma, a empresa brasileira, “GOUP BR”, está conectada à “GOUP USA”, com uma seta indicando “sócio Mário” abaixo da entidade norte-americana. O material também faz referência a Karina, ao ICB, à Academia Nacional de Cultura e a termos como “contrato social”, “distribuição”, “lucro” e “eleição”.
O documento não revela quem o elaborou nem fornece o sobrenome do “Mário” mencionado. Ele aparece entre itens relacionados ao “local 03”, um endereço vinculado a Karina na Brasilândia, zona norte de São Paulo.
Embora Michael Davis seja oficialmente listado como sócio da Go Up nos Estados Unidos, Mário Frias, conhecido como roteirista e produtor-executivo de “Dark Horse”, mantém relações com Karina e organizações que ela administra.
INVESTIGAÇÃO
Frias e Karina foram alvos de uma operação na quinta-feira (10 de setembro) que investiga desvios de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. A Polícia Federal identificou ligações financeiras entre a produtora de “Dark Horse” e empresas que receberam recursos do ICB em projetos financiados por emendas de Frias.
A investigação sobre o ICB teve início a partir de suspeitas relacionadas a um contrato para a instalação e manutenção de pontos de wi-fi em São Paulo, expandindo para conexões com “Dark Horse” e os recursos destinados à produção do filme.
Adicionalmente, o filme está sendo investigado em outra linha de apuração relacionada ao financiamento da produção por meio de um ex-banqueiro. Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, já declarou ter solicitado recursos para o projeto.