Padilha classifica relatos de Vorcaro sobre propinas como farsa

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Ministro da Saúde refuta acusações de corrupção envolvendo fundos de pensão

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, classificou como “farsa” as alegações de Daniel Vorcaro sobre um suposto esquema de cobrança de propinas para facilitar investimentos de fundos de pensão no Banco Master. As declarações foram feitas em resposta a um áudio divulgado na imprensa, onde Vorcaro menciona um financiamento irregular para um documentário sobre Lula.

Padilha negou veementemente as acusações, afirmando que se tratam de uma armação promovida por Flávio Bolsonaro e seu grupo, com o intuito de desviar a atenção das suas próprias relações com Vorcaro. O ministro declarou que a situação é uma tentativa de transferir as suspeitas para o governo.

Em uma coletiva de imprensa em Belo Horizonte, Padilha descreveu as acusações como um “teatro montado” e criticou Flávio Bolsonaro, chamando-o de “mentiroso contumaz”. Ele também mencionou investigações anteriores que envolvem o senador, como o caso das rachadinhas e a compra de uma mansão em dinheiro vivo.

ENTENDA O CASO

Recentemente, informações de uma proposta de delação de Vorcaro, que foi rejeitada pela Procuradoria Geral da República (PGR), foram divulgadas. Nesse documento, ele alega que Padilha fazia parte de um grupo que cobrava propinas de 10% dos recursos captados junto a fundos de pensão ligados ao governo.

O relato de Vorcaro sugere que Padilha facilitou contatos com dirigentes de fundos de pensão como a Petros e o Postalis, com a expectativa de viabilizar R$ 10 bilhões em investimentos e receber até R$ 1 bilhão em propinas. O empresário também afirmou ter pago R$ 500 mil como adiantamento ao grupo, o que foi negado por Padilha. A PGR e a Polícia Federal descartaram as alegações por falta de provas.

A investigação da PF revelou uma série de comunicações entre Vorcaro e Júlio Cezar, um consultor que atuava como intermediário nas negociações. As conversas indicam que a aproximação entre Vorcaro e Padilha começou em fevereiro de 2024, após uma reunião com a Petros ser cancelada. Um encontro entre eles ocorreu em março do mesmo ano, articulado por Hamilton Buzelin, ex-diretor do Banco Máxima.

Além disso, Vorcaro mencionou ter pago R$ 30 milhões ao Instituto Lula para financiar um filme sobre o ex-presidente, em troca de acesso a fundos de pensão controlados por petistas. O ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, teria sido o intermediário nas negociações. Contudo, a PGR não prosseguiu com a proposta de delação, alegando a falta de evidências, já que os pagamentos foram feitos em dinheiro vivo.

FILME DE LULA

Vorcaro alegou que os pagamentos ao Instituto Lula eram condicionais para obter credenciamento junto a fundos de pensão. Ele afirmou que Vaccari exigia uma taxa de 10% sobre tudo que o Master captasse. O ex-presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, negou qualquer envolvimento com Vorcaro e declarou que a produção do filme “Lula”, dirigido por Oliver Stone, foi uma iniciativa exclusiva do cineasta.

A defesa de Augusto Lima, advogado de Vorcaro, descreveu as alegações como uma “narrativa falsa”, sustentando que são baseadas em relatos não comprovados. A Polícia Federal também se manifestou, esclarecendo que Vorcaro não prestou depoimento com o teor relatado na matéria e que as propostas de delação foram recusadas por não atenderem aos requisitos legais.

Além disso, a PGR reiterou que todas as tratativas de colaboração foram mediadas por advogados e que não houve interação direta entre Vorcaro e representantes da Procuradoria. A corporação revelou que recebeu uma notícia-crime relacionada à publicação, que está sendo investigada.

OUTROS LADOS

A campanha de Lula criticou a publicação da revista, considerando-a irresponsável por não apresentar provas e por supostamente ter como objetivo tumultuar o processo eleitoral. A defesa de Vorcaro, assim como a de Vaccari, não se manifestou até o fechamento desta reportagem.

O Instituto Lula e a defesa de Augusto Lima também emitiram

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