Paes renuncia à candidatura no Rio após negativa de Zanin ao STF
Eduardo Paes desiste da candidatura ao governo do Rio após decisão do STF
O candidato ao governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou sua desistência na corrida eleitoral após a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin. A medida negou o pedido para invalidar a anulação dos votos recebidos por Anthony Garotinho, favorecendo a eleição de Douglas Ruas no primeiro turno.
Em comunicado, Paes destacou que a maioria dos eleitores desejava um segundo turno, mas enfatizou a importância de respeitar as decisões judiciais. Ele lamentou a contrariedade entre a vontade popular e a decisão da Justiça, reafirmando que a democracia exige respeito às decisões judiciais.
O candidato também mencionou a grave crise que o estado do Rio de Janeiro enfrenta, especialmente na segurança pública. Paes expressou seu amor pelo estado e seu compromisso com o povo fluminense, reiterando que, apesar do fim da eleição, sua dedicação permanece inalterada.
Ele afirmou que seu grupo político e o PSD continuarão a monitorar de perto as ações do próximo governo, destacando a importância de cobrar resultados de uma administração que representa a continuidade do atual grupo político no poder há oito anos.
Paes agradeceu aos mais de 3,7 milhões de eleitores que confiaram em sua candidatura, ressaltando a importância do apoio recebido e o compromisso com as propostas apresentadas durante a campanha.
O Tribunal Superior Eleitoral decidiu pela retotalização dos votos válidos, excluindo os votos de Garotinho, com um placar de 5 a 2. Essa decisão permitiu que Douglas Ruas, primeiro colocado, alcançasse mais de 50% dos votos válidos, assegurando sua vitória no primeiro turno.
Na contagem inicial, Ruas obteve 4.271.199 votos, correspondendo a 49,27% dos votos válidos, enquanto Paes ficou em segundo lugar com 3.706.984 votos, ou 42,76%. Garotinho recebeu 274.411 votos, representando 3,71% do total inicialmente considerado válido.
A declaração oficial do novo resultado depende de um ato do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. A disputa judicial em torno da candidatura de Garotinho começou após ele recorrer de uma decisão que indeferiu seu registro, permitindo que seus votos fossem contabilizados temporariamente.
Após a eleição, Garotinho desistiu do recurso, mas o TSE decidiu por unanimidade rejeitar essa desistência e analisar o caso. A Corte confirmou a nulidade dos votos recebidos por Garotinho, o que eliminou a necessidade de um segundo turno.
Agora, cabe ao TRE-RJ realizar a retotalização e formalizar o resultado final da eleição para o governo do estado.