Pai atípico Igor Timo revela desafios vividos por pessoas autistas
Deputado Igor Timo promove inclusão e apoio às famílias atípicas com a “carreta do autista”.
O deputado federal Igor Timo, idealizador da “carreta do autista”, compartilha sua experiência pessoal como pai de filhos no espectro autista, o que moldou seu compromisso com a causa. Ele acredita que essa vivência transforma a percepção sobre a diversidade e a inclusão social.
Para Timo, ser pai atípico é uma honra, refletindo-se na Lei 15.365/2026, que institui o Dia do Orgulho Autista, celebrado pela primeira vez recentemente. Ele ressalta que a convivência com a diversidade proporciona um crescimento pessoal significativo e que o debate sobre autismo deve ser pautado por amor e entendimento.
O deputado também enfatiza a importância de reconhecer o papel das mães atípicas, que frequentemente enfrentam desafios maiores, muitas vezes se tornando mães solo. Ele destaca que o amor e a resiliência são fundamentais para lidar com as dificuldades do diagnóstico.
Em sua visão, o objetivo das famílias atípicas é garantir a independência de seus filhos, o que requer o fortalecimento das políticas públicas. Timo critica as deficiências nos serviços de terapia do Sistema Único de Saúde (SUS), apontando um “lapso temporal” entre a oferta de serviços e a necessidade real das famílias.
A “carreta do autista” foi criada para levar atendimento especializado em Transtorno do Espectro Autista (TEA) às comunidades, em parceria com prefeituras. Durante crises, como as enchentes no Rio Grande do Sul, a iniciativa também foi utilizada para fornecer suporte médico.
O diagnóstico precoce é outro ponto crucial abordado por Timo. Ele defende que intervenções em estágios iniciais são essenciais para o desenvolvimento adequado das crianças com autismo e propõe incluir perguntas sobre autismo no Censo do IBGE para melhorar a coleta de dados e a formulação de políticas públicas.
Além disso, Timo defende o Benefício de Prestação Continuada (BPC) como uma ferramenta vital de justiça social, alertando sobre as distorções que podem ocorrer no acesso a esse auxílio. Ele argumenta que é fundamental garantir que o benefício chegue a quem realmente precisa, sem que haja abusos.
O parlamentar sugere que o laudo de autismo seja considerado definitivo, eliminando a necessidade de renovações constantes, uma vez que a condição não tem cura. Essa mudança poderia facilitar o acesso a direitos e reduzir a burocracia enfrentada pelas famílias atípicas.
