Países implementam estratégias para mitigar impactos da alta do petróleo

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Governos globais implementam medidas emergenciais para enfrentar a alta dos preços do petróleo.

A partir de 1º de abril de 2026, diversas nações iniciam ações para mitigar os impactos da escalada nos preços do petróleo, que foram exacerbados por tensões no Oriente Médio. A situação se agravou com o aumento das hostilidades entre Irã, Estados Unidos e Israel, resultando em instabilidade no estreito de Ormuz, uma rota crucial para o escoamento de petróleo que representa cerca de 20% da produção mundial.

Incidentes envolvendo embarcações e restrições ao tráfego na região reduziram a circulação de petróleo, elevando os preços internacionais. Em resposta a essa crise, vários governos estão adotando medidas emergenciais para tentar estabilizar a situação a partir do início de abril.

Brasil

O Brasil lançou um novo plano para reduzir o custo do diesel importado, conforme anunciado pelo Ministério da Fazenda. A proposta substitui a ideia anterior de desoneração do ICMS sobre o diesel, optando por um subsídio direto aos importadores, com custos compartilhados entre a União e os estados.

O ICMS médio sobre o diesel importado é de R$1,20 por litro, que será compensado com aportes de R$0,60 de cada esfera de governo. A medida terá validade até maio e os estados devem se manifestar em breve. O governo projeta um impacto fiscal de R$3 bilhões por mês, equivalente a uma isenção tributária.

Japão

O governo japonês decidiu flexibilizar as regras para o uso de usinas termelétricas a carvão por um ano. Essa ação visa reduzir a dependência do gás natural liquefeito (GNL), que sofreu interrupções devido à crise no estreito de Ormuz.

Embora o Japão mantenha estoques de 4 milhões de toneladas de GNL, o país também está liberando reservas de petróleo e buscando fornecedores alternativos para garantir o abastecimento.

Rússia

A Rússia está considerando a proibição das exportações de gasolina, conforme instruções do vice-primeiro-ministro. Essa restrição deve ser implementada até 31 de julho, em resposta à escassez de gasolina em algumas regiões.

Apesar da instabilidade, o processamento de petróleo bruto no país permanece em níveis semelhantes aos do ano anterior. No entanto, a Rússia já adotou restrições recorrentes às exportações para evitar desabastecimento e controlar os preços.

Portugal

O governo de Portugal propôs um subsídio temporário ao diesel, que beneficiará setores como agricultura e transporte público. A medida, que precisa da aprovação do Parlamento, pode entrar em vigor até 30 de junho.

Esse subsídio será acionado caso os preços do diesel permaneçam pelo menos 10 cêntimos acima da média de março. O custo estimado da iniciativa pode chegar a 450 milhões de euros em três meses, aproveitando o superávit orçamentário do país.

Alemanha

A Alemanha aprovou um pacote de medidas para limitar a alta dos combustíveis. A partir de abril, os postos de gasolina poderão aumentar os preços apenas uma vez por dia, enquanto as reduções poderão ocorrer a qualquer momento.

Além disso, o pacote inclui multas para descumprimento e endurecimento das regras antitruste, visando aumentar a transparência na formação de preços. O diesel já ultrapassou os 2 euros por litro em várias regiões, pressionando a inflação.

Noruega

O Parlamento norueguês aprovou um projeto para reduzir temporariamente os impostos sobre gasolina e diesel. A medida foi acelerada após uma proposta de um partido de oposição, evitando o processo orçamentário tradicional.

O corte, que deve durar até 1º de setembro, resultará em uma perda de receita significativa. Além disso, cortes temporários em impostos sobre emissões de CO₂ foram aprovados, ampliando o impacto fiscal da medida.

Austrália

O governo australiano anunciou um pacote emergencial que inclui a redução de 50% no imposto sobre combustíveis e um plano nacional para garantir o abastecimento. O imposto será reduzido de 52,6 para 26,4 centavos por litro durante três meses.

O pacote

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