Papa Leão XIV: A Hospitalização que Mudou o Curso de Sua História em 1985
Papa Leão XIV passa por cirurgia para remoção de câncer no pulmão direito
O Papa Leão XIV foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar, um tipo de câncer no pulmão, e passou por uma cirurgia na terça-feira (13) para remover a parte inferior do pulmão direito, onde o tumor estava localizado.
Esta é a segunda internação do pontífice, que aos 71 anos é conhecido por sua boa forma física, praticando esportes como tênis e natação regularmente.
Em 1985, Leão XIV contraiu febre tifoide enquanto trabalhava como padre missionário no Peru, um evento que teve um impacto significativo em sua vida e decisões futuras.
A febre tifoide é uma doença bacteriana que geralmente afeta populações em condições socioeconômicas precárias e, se não tratada, pode ser fatal.
A experiência de enfermidade e hospitalização levou o Papa a decidir permanecer no Peru, onde enfrentou desafios e pobreza, ao invés de voltar a uma vida de conforto em Roma.
Em uma entrevista para sua biografia, o Papa mencionou que esse período de sua vida foi crucial para seu futuro pontificado, onde ele se sentiu chamado a servir as necessidades da comunidade local.
Durante sua recuperação de febre tifoide, ele chegou a orar pedindo a Deus que o deixasse morrer, expressando a dor intensa que sentia na ocasião. Essa experiência moldou sua perspectiva sobre a vida e suas responsabilidades como líder religioso.
“Obviamente, sobrevivi; me recuperei, mas acabou sendo um momento muito significativo para mim, porque foi como: ‘Bem, você já enfrentou a doença; já vê quais são as necessidades aqui. A ordem, os agostinianos, a Igreja estão dizendo: ‘Precisamos de você aqui; vá em frente.’ Nunca olhei para trás.”
Detalhes da cirurgia
A cirurgia realizada no Papa Leão XIV, que durou cerca de 90 minutos, envolveu a remoção do lobo inferior do pulmão por meio de uma técnica videoassistida. O procedimento foi bem-sucedido e não apresentou complicações.
Após a cirurgia, o pontífice acordou normalmente e foi transferido para o quarto do hospital para se recuperar. O Vaticano informou que, por enquanto, não há planos para quimioterapia, pois a equipe médica aguarda resultados de exames adicionais.
O boletim médico divulgado destacou que a remoção foi considerada “radical”, o que indica que todo o tecido suspeito foi retirado, com a expectativa de eliminar quaisquer vestígios de câncer.
Os linfonodos também foram removidos e estão sendo examinados para verificar se houve disseminação do câncer, mas os resultados desses testes ainda não foram divulgados.
Informações adicionais apontam que a equipe médica aplicou anestesia geral e realizou uma biópsia na lesão após a remoção do tumor.