Pedro Dreher e a sensibilidade que transforma a vida

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Pedro Dreher: A Sensibilidade que Transforma o Jornalismo

O bloco de carnaval ‘Simpatia É Quase Amor’ poderia ser uma representação do espírito de Pedro Dreher, um profissional cuja sensibilidade e dedicação à comunicação se destacam.

Com apenas alguns minutos de conversa, torna-se evidente a amabilidade e a preocupação de Pedro em proporcionar experiências significativas. Seu dia começa com saudações calorosas aos colegas na redação do Correio do Povo, onde a gentileza é um traço marcante de sua personalidade.

Cada diagramação, uma nota…

Para Pedro, cada projeto de diagramação é uma oportunidade de expressar seu compromisso com o jornalismo. Ele vê cada peça como uma nota musical, contribuindo para uma sinfonia que inclui clássicos da MPB, refletindo sua paixão pela música.

“A música me trouxe sensibilidade e disciplina”, afirma. Essa conexão se traduz na forma como ele combina elementos visuais e sensoriais ao criar páginas, sempre buscando entregar um trabalho de alta qualidade dentro dos prazos estabelecidos.

Com mais de 20 anos de experiência no Correio do Povo, onde atua como editor de Arte, Pedro se destaca pela capacidade de adaptar-se às mudanças do setor. Suas referências musicais influenciam sua visão de mundo e sua abordagem no jornalismo, onde cada detalhe é pensado para criar significado.

De Rubel a Gilberto Gil, sua trilha sonora é rica e variada. “O Jornalismo exige sensibilidade”, comenta, refletindo sobre como essa habilidade moldou sua trajetória profissional.

…de Santa Cruz do Sul para a diagramação…

Pedro nasceu em Porto Alegre em 1962, mas foi em Santa Cruz do Sul que sua história se desenvolveu. Desde jovem, envolveu-se em grupos musicais e festivais, enquanto ajudava no Riovale Jornal, onde seu pai trabalhava.

Ali, ele começou a entender o funcionamento da diagramação e as inovações tecnológicas que transformaram o jornalismo impresso. “Foi um privilégio acompanhar essa evolução”, destaca, referindo-se às transições do analógico para o digital.

Além de suas atividades na diagramação, Pedro também atuou como repórter e colunista social, ampliando sua experiência na área. Em 1982, fundou o jornal Radar em Canoas, onde pôde explorar a gestão de um veículo de comunicação.

…estruturação no Jornalismo profissional,…

Embora tenha iniciado um curso de Jornalismo na Unisc, Pedro não o concluiu. No entanto, ele enfatiza a importância do diploma, reconhecendo que, na época, havia lacunas que permitiam a atuação no setor sem formação superior. Ele desenvolveu habilidades práticas que o tornaram um profissional respeitado.

Após a fusão do Radar com a Folha de Canoas, Pedro retornou ao Riovale e, posteriormente, integrou a equipe de Zero Hora. Em 2006, chegou ao Correio do Povo, onde se sente realizado profissionalmente.

Uma de suas maiores conquistas foi a reformulação do projeto gráfico do Correio do Povo em 2008, que lhe rendeu o segundo lugar no ‘Prêmio ARI’. Em 2010, ele participou da implementação da impressão em full color.

Um reconhecimento significativo ocorreu quando uma colega, inspirada pela nova diagramação, redescobriu sua paixão pelo jornalismo. Nos anos seguintes, Pedro enfrentou desafios contemporâneos, mantendo o respeito e a ética como pilares de sua prática profissional.

…desafios contemporâneos para tempos novos…,

As enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul exigiram uma rápida adaptação dos veículos de comunicação. Pedro enfrentou essa crise, ajudando a garantir que a redação do Correio continuasse funcionando, mesmo com a água pela cintura.

Com o apoio de seu filho, ele organizou uma força-tarefa para distribuir equipamentos e permitir que a equipe trabalhasse remotamente. Esse esforço resultou em um prêmio na categoria Design Editorial do ‘66º Prêmio ARI/Banrisul de Jornalismo’.

Além disso, sua participação em coberturas esportivas, como as Olimpíadas de Paris e a Copa do Mundo de 2026, destacou-se com designs inovadores. O caderno especial de 130 anos do

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