Perspectivas sobre as futuras construções

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Reflexão sobre a experiência e a humanidade na comunicação.

No ano passado, foi escrito um texto que abordava de forma bem-humorada o etarismo e a capacidade de aprender e recomeçar. Hoje, o foco é o amor pelas histórias que carregamos, pelas marcas que nos moldaram e pelas pessoas que passaram por nossas vidas. A memória pode ser um peso ou uma alavanca, e a escolha é usá-la como impulso para o futuro.

Dados do IBGE revelam que a cada 21 segundos, um brasileiro completa 50 anos. Essa estatística representa um movimento significativo: um país amadurecendo, ganhando profundidade em vez de desacelerar. Com o tempo, não perdemos, mas acumulamos repertório, cicatrizes e histórias que moldam nossas decisões.

Em nossas vidas, já enfrentamos muitos desafios. Voltamos para casa com o peso de um “não” quando esperávamos um “sim”, e também fomos o apoio que alguém precisava. Já compartilhamos notícias que emocionam e enfrentamos silêncios que nos deixaram em dúvida sobre o que fazer a seguir. Essa complexidade de sentimentos nos proporciona uma habilidade rara: a capacidade de sentir e compreender o outro.

No atual mercado de comunicação, que valoriza dados e métricas, um dos ativos mais subestimados é a humanidade. A geração acima de 40 anos não é apenas experiente, mas também sensível e capaz de entender o timing da vida. Ela reconhece nuances que não estão em briefings e, por isso, pode ser desafiadora até para a inteligência artificial. A lógica dessa geração é humana, o que a torna excepcionalmente eficaz.

Existem mais de 80 milhões de brasileiros que já viveram o suficiente para entender que campanhas relevantes nascem da verdade. Essas pessoas desejam continuar criando, empreendendo e recomeçando quantas vezes forem necessárias.

No dia 13 de maio, o Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre, será palco da segunda edição do Summit Empreender 40+. Este evento representa um encontro de histórias, com 22 palestrantes, incluindo figuras inspiradoras como Dody Sirena e Nelson Sirotsky. Dividir o palco com eles é um privilégio que enriquece a experiência.

O palco do 40+ é plural, e a história que mais impacta pode vir de um dos outros 20 palestrantes ou até mesmo de alguém que se senta ao lado. Às vezes, uma conversa informal no corredor pode mudar o rumo de nossas trajetórias.

A publicidade sempre se baseou em boas histórias que emocionam e conectam. Agora é o momento de prestar atenção em um dos maiores “cases” do Brasil: uma geração que transformou lembranças em aprendizado e desafios em impulso.

No final, não se trata de idade, mas do que fazemos com as experiências que vivemos. E ainda há muito a ser realizado.

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