Pesquisa revela que profissionais industriais dedicam 41% do tempo a tarefas manuais
Estudo revela que trabalhadores industriais perdem tempo valioso com tarefas manuais
Trabalhadores industriais enfrentam uma significativa perda de tempo em suas jornadas, com uma média de 41% da carga horária dedicada a tarefas manuais e repetitivas. Esse tempo poderia ser melhor aproveitado em atividades estratégicas que agregam mais valor ao negócio.
Um relatório global aponta que essa lacuna de capacidade já impacta diretamente as operações das empresas. Um expressivo 77% dos tomadores de decisão admitiram ter adiado ou evitado a implementação de iniciativas estratégicas devido à escassez de mão de obra. O setor de energia e serviços públicos é um dos mais afetados, com 52% dos executivos relatando frequentes adiamentos de projetos essenciais.
Em resposta a esse cenário desafiador, os Trabalhadores Digitais estão emergindo como uma solução tecnológica prioritária. A pesquisa revela um crescimento acelerado na adoção dessa tecnologia: para cada empresa que decide não investir, duas estão planejando fazê-lo nos próximos 12 meses. O setor de transporte e logística se destaca, com 25% das empresas prevendo a adoção de tecnologias de IA agêntica em até um ano. As principais aplicações para a capacidade liberada incluem a redução de custos operacionais (33%), a aceleração de projetos (30%) e o desenvolvimento de trabalhos estratégicos que atualmente não podem ser realizados pelas equipes existentes (29%).
Confiança na autonomia ainda é o principal freio
Apesar do otimismo em torno dos investimentos, o relatório identifica uma discrepância significativa entre a intenção e a maturidade tecnológica das empresas. Apenas 10% operam com sistemas de IA predominantemente autônomos, mesmo com 66% afirmando que planejam investir em Trabalhadores Digitais no próximo ano. A falta de confiança é uma barreira central, com apenas 5,7% dos tomadores de decisão sentindo que a IA pode atuar de forma totalmente independente, sem supervisão humana constante. Atualmente, 63% das organizações se encontram no que o estudo classifica como “estágio copiloto”, utilizando a tecnologia apenas como suporte assistido.
Além disso, o levantamento revela fragilidades na documentação do conhecimento dentro das empresas. Cerca de 71,8% dos entrevistados indicaram que metade ou mais do conhecimento operacional não está registrado, o que dificulta a integração de novos funcionários. A pesquisa também mostrou que 74,9% das empresas levam quatro meses ou mais para treinar um colaborador operacional, e 30% mencionaram a má qualidade dos dados como a principal razão para a estagnação de projetos de inovação. Em termos de estratégia de aquisição, 63,2% das empresas preferem comprar Trabalhadores Digitais prontos em vez de desenvolvê-los internamente, mesmo com mais da metade investindo anualmente mais de US$ 10 milhões em IA e automação.
O relatório também destaca casos práticos de empresas que já estão se beneficiando dessa tecnologia. A KLN Family Brands, por exemplo, automatiza 329 ordens de compra por semana, recuperando 27 horas de produtividade. A CDF Corporation conseguiu liberar 20% do tempo de sua equipe de compras, enquanto a Ependion finalizou a implementação de agentes digitais em apenas dez semanas. A Kitron, que já opera com três agentes digitais, planeja expandir essa tecnologia para 13 unidades operacionais até o final de 2026.
Os resultados do estudo demonstram que a IA Industrial e os Trabalhadores Digitais não são mais uma tendência futura, mas sim uma resposta imediata à crise de capacidade que afeta a indústria global. Ao automatizar tarefas complexas e repetitivas, as empresas podem devolver tempo aos seus colaboradores e implementar estratégias que anteriormente não eram viáveis devido à falta de recursos humanos. O objetivo é transformar a produtividade industrial por meio de uma IA que seja confiável e prática.
