Pesquisadores investigam como evitar relações sexuais em carros autônomos com a chegada dos robotáxis na Europa

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A discussão sobre comportamentos em robotáxis levanta preocupações para a segurança pública.

A introdução dos robotáxis apresenta um novo desafio para as autoridades: como monitorar as ações dos passageiros dentro desses veículos de acesso público e evitar a ocorrência de crimes? Recentemente, um incidente envolvendo dois homens armados em um veículo da Waymo trouxe à tona a necessidade de discutir o que pode ocorrer em situações menos convencionais, como a possibilidade de passageiros se envolverem em atividades sexuais durante a viagem.

Um workshop intitulado “Love in Traffic”, realizado durante a conferência AutomotiveUI 2026 em Gotemburgo, explorou essa temática. O foco do evento foi a possibilidade de passageiros de veículos autônomos iniciarem atividades sexuais na ausência de um motorista, que tradicionalmente exerce um papel de controle e autoridade. O objetivo do workshop foi propor soluções para prevenir esse tipo de comportamento indesejado.

Pavlo Bazilinsky, professor da Universidade de Tecnologia de Eindhoven e um dos líderes do workshop, destacou a dificuldade de prever o comportamento humano. Para ilustrar a preocupação, ele mencionou que ao pesquisar por “transporte público” em um popular portal de vídeos, encontrou uma quantidade significativa de conteúdos relacionados a sexo em locais públicos.

Embora o sexo em espaços semipúblicos seja um tema recorrente na pornografia, não se trata de uma questão apenas teórica. Casos de flagras sexuais em banheiros de aviões, trens e limusines são comuns. Pesquisadores temem que, em robotáxis, essa prática se torne ainda mais frequente, já que a ausência de estranhos pode criar uma falsa sensação de privacidade e intimidade entre os passageiros.

Possíveis soluções

As conclusões do workshop ainda não foram divulgadas, mas pesquisas anteriores dos acadêmicos sugerem algumas abordagens. Entre as propostas estão a ideia de tornar os veículos mais transparentes, reduzindo as oportunidades de esconderijo. Outra sugestão é modificar o design interno dos veículos para que sejam percebidos como espaços coletivos, em vez de recintos íntimos. Além disso, a implementação de alertas que possam interromper atividades inadequadas de forma sutil também foi discutida.

Embora o foco no sexo seja o mais chamativo, o objetivo é mais amplo: utilizar essa questão como um estudo de caso para projetar ambientes autônomos que sejam seguros e confortáveis. Os pesquisadores acreditam que medidas que desencorajem comportamentos inadequados podem não apenas prevenir situações de assédio, mas também evitar problemas mais sérios, como roubos ou agressões.

Outro aspecto importante é a preocupação com a aceitação social dos veículos autônomos. A expectativa é que, à medida que esses serviços se tornem mais comuns no transporte público, sejam vistos como espaços seguros e adequados para todos os tipos de passageiros, promovendo uma experiência de viagem tranquila e respeitosa.

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