Pesquisas que mais se aproximaram ou acertaram no primeiro turno

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Pesquisas indicam Flávio Bolsonaro à frente de Lula no primeiro turno das eleições

Dez das 15 pesquisas nacionais analisadas indicavam o presidente Lula à frente no primeiro turno da eleição presidencial. Entretanto, Flávio Bolsonaro terminou a votação em primeiro lugar, com 47,03% dos votos válidos, superando Lula, que obteve 45,16%. A diferença final foi de 1,87 ponto percentual.

A análise das pesquisas mostra a precisão de cada instituto em relação ao resultado final. Por exemplo, se um levantamento apontava Flávio dois pontos à frente, a diferença real foi de apenas 0,13 ponto. Assim, quanto menor a discrepância, mais precisa foi a pesquisa. Os institutos Veritá, Gerp e Futura/100% Cidades apresentaram resultados que se aproximaram mais da realidade das urnas. Os candidatos se enfrentarão novamente no próximo domingo (25).

A pesquisa da Veritá indicou 47% dos votos válidos para Flávio e 45% para Lula, refletindo uma vantagem muito próxima da registrada nas urnas. A estimativa ficou apenas 0,03 ponto abaixo da votação final do senador e 0,16 ponto abaixo da do presidente.

A Gerp, por sua vez, apontou 46% para Flávio e 44% para Lula, também com uma vantagem de dois pontos. Já a Futura/100% Cidades registrou 44,8% a 42,6%, apresentando uma diferença de 2,2 pontos, ficando a 0,33 ponto da vantagem efetivamente obtida por Flávio.

Além de Veritá, Gerp e Futura, outros dois institutos, Vox Brasil e Palver, também mostraram vantagem numérica para Flávio. A Vox Brasil estimou aproximadamente 45,9% para Flávio e 45% para Lula, com uma diferença de 0,9 ponto, que ficou abaixo do resultado nas urnas. A Palver, por outro lado, apresentou uma vantagem estimada de cerca de quatro pontos a favor de Flávio.

Entre as dez pesquisas que mostravam Lula numericamente à frente, as menores diferenças foram observadas na Quaest e no Meio/Ideia, ambas com variações próximas de um ponto percentual. O PoderData/Aya indicou uma vantagem de dois pontos para Lula, enquanto o AtlasIntel/Bloomberg e o Datafolha mostraram vantagens de 2,9 e três pontos, respectivamente. As maiores discrepâncias favoráveis ao petista foram registradas na CNT/MDA, Nexus/BTG e Indexa/Broadcast, todas acima de cinco pontos percentuais.

É importante destacar que uma pesquisa pode subestimar a votação de ambos os candidatos e ainda assim apresentar uma vantagem próxima da realidade. Isso ocorreu com a Gerp e a Futura, que atribuíram percentuais inferiores aos obtidos, mas mostraram diferenças próximas ao resultado real.

O Datafolha exemplifica uma situação oposta. O instituto atribuiu 45% dos votos válidos a Lula, apenas 0,16 ponto abaixo de sua votação efetiva, enquanto para Flávio estimou 42%, uma diferença de 5,03 pontos em relação aos 47,03% obtidos. Assim, embora o percentual de Lula tenha sido próximo do resultado final, a pesquisa indicou uma vantagem de três pontos para o petista, enquanto Flávio terminou 1,87 ponto à frente.

Essa discrepância não implica necessariamente um erro metodológico. As pesquisas refletem as intenções de voto no momento das entrevistas e utilizam métodos variados, além de estarem sujeitas a margens de erro. A proximidade da diferença entre os candidatos não é, necessariamente, um indicativo de maior precisão estatística de um levantamento.

Na comparação, foram utilizados dados dos institutos Vox Brasil, Palver, Meio/Ideia, Real Time Big Data, Nexus/BTG e Indexa/Broadcast, que divulgaram apenas votos totais. Os percentuais foram convertidos para votos válidos, excluindo brancos, nulos e indecisos. O cálculo considerou os votos atribuídos a todos os candidatos, não apenas a Lula e Flávio.

Para medir a distância em relação às urnas, foi comparada a diferença entre os candidatos em cada pesquisa com a vantagem efetiva de 1,87 ponto percentual de Flávio. Quando uma pesquisa apontava Lula à frente, as duas vantagens foram somadas, considerando que estavam em sentidos opostos. Assim, uma pesquisa que indicava Lula três pontos à frente ficou a 4

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