Petrobras investe em refino e reafirma meta de autossuficiência em diesel até 2030
Petrobras anuncia aumento na produção e investimentos para autossuficiência em diesel até 2030.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, revelou que a companhia aumentou em 16% sua produção no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período de 2025. A afirmação foi feita durante um evento na Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo. Na ocasião, Magda também destacou investimentos de R$ 37 bilhões no estado até 2030, com o objetivo de tornar o Brasil autossuficiente em diesel nesse mesmo período.
Segundo Magda, esse avanço operacional abrangeu não apenas a produção de petróleo e refino, mas também o gás e a eficiência nos processos, resultando em um lucro de US$ 6,2 bilhões. Ela comparou o crescimento da Petrobras ao aumento de 12% do agronegócio, embora não tenha sido especificada a fonte desse dado sobre o setor agropecuário.
Do total anunciado para São Paulo, R$ 6 bilhões estão destinados à Replan. Os demais recursos serão investidos em áreas como refino, biorrefino, logística, exploração e produção, além de iniciativas voltadas para a descarbonização e geração de energia sustentável. O anúncio foi feito na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Durante o evento, Magda destacou que a Petrobras atualmente responde por 75% do abastecimento de diesel no Brasil. O plano estratégico original previa aumentar essa participação para 85%, mas a empresa agora está focada na meta de alcançar 100% até 2030.
O diesel é crucial para o agronegócio, pois é utilizado em tratores, colheitadeiras, caminhões e sistemas logísticos para o transporte de grãos, carnes, fertilizantes e outros insumos. Por isso, os anúncios sobre a ampliação do refino, logística e oferta doméstica de combustíveis são acompanhados de perto pelo setor, especialmente em períodos de alta demanda e escoamento das safras.
Até o momento, a Petrobras apresentou sua meta de autossuficiência em diesel e os valores dos investimentos, mas não forneceu detalhes sobre cronogramas físicos, capacidade adicional de produção ou possíveis impactos sobre os preços. Esses fatores são essenciais para avaliar a eficácia das medidas em relação ao abastecimento, logística e custos para as cadeias produtivas que dependem do combustível.
