Petrobras volta a importar diesel no final de junho
Petrobras planeja voltar a importar diesel após atender demanda interna com produção própria.
A Petrobras anunciou que, após atender à demanda interna exclusivamente com sua produção própria nos meses de abril e maio, voltará a importar diesel no final de junho. Essa estratégia visou evitar o repasse de preços internacionais ao mercado brasileiro.
Em comunicado, a empresa confirmou que não realizou importações de diesel em maio de 2026 e que apenas uma carga de importação está prevista para junho, com chegada programada para o fim do mês.
MERCADO E PREÇOS
No Brasil, a dependência de diesel importado representa entre 25% e 30% da demanda total. A Petrobras é responsável por cerca de 70% do abastecimento desse mercado, equilibrando sua produção interna com as importações necessárias.
Desde o início do conflito no Oriente Médio, em fevereiro, os preços internacionais do diesel têm sofrido pressões. Ao suspender as importações recentemente, a Petrobras conseguiu evitar que essas oscilações impactassem os consumidores locais, alinhando-se à sua política de preços atual.
Os preços do diesel praticados pela Petrobras ainda estão defasados em relação ao mercado externo. De acordo com análises, o preço do diesel vendido pela estatal é R$ 1,64 mais barato que o importado, resultando em uma diferença de 50,3%. Para a gasolina, a defasagem é de R$ 0,82, equivalente a 32,1% a menos.
NOVO SUBSÍDIO
No final de maio, a Petrobras anunciou uma redução de R$ 0,3515 no preço do diesel, parte de um novo modelo de subsídio implementado pelo governo federal a partir de 1º de junho. Essa nova abordagem substituiu a isenção de impostos federais, como PIS e Cofins, que foram restabelecidos na mesma data.
AUTOSSUFICIÊNCIA
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que a meta da empresa é alcançar a autossuficiência na produção de diesel no Brasil, eliminando a necessidade de importações no futuro.
Para alcançar esse objetivo, a estatal planeja expandir a capacidade de suas refinarias, com foco nas unidades Rnest (Refinaria Abreu e Lima), em Pernambuco, e Reduc (Refinaria Duque de Caxias), no Rio de Janeiro.
O plano de negócios da Petrobras para o período de 2026 a 2030 prevê investimentos de US$ 20 bilhões nas áreas de refino, transporte e comercialização. A projeção é que a empresa atenda 80% da demanda nacional de diesel com produção própria até 2030, com a ambição de alcançar 100% nos próximos cinco anos.
