PF devolve documentos imperiais ao Arquivo Nacional antes de leilão
Documentos históricos do Brasil Império são restituídos ao Arquivo Nacional.
A Polícia Federal restituíu, na quarta-feira (17.jun.2026), documentos históricos de natureza pública ao acervo do Arquivo Nacional. Esses itens foram recuperados após serem identificados em lotes que estavam sendo leiloados.
Entre os documentos resgatados, destacam-se peças datadas de 1824, 1865 e 1876. Um dos itens mais significativos é um documento assinado por Duque de Caxias, patrono do Exército Brasileiro, datado de 1876. Outro importante documento é de 1865, assinado por José Thomaz Nabuco Filho, pai do abolicionista Joaquim Nabuco.
Uma equipe técnica do Arquivo Nacional avaliou as peças e confirmou sua proveniência, impedindo sua comercialização e assegurando a preservação do patrimônio histórico brasileiro. O laudo técnico detalha documentos provenientes de repartições públicas, destacando a importância de sua conservação.
Entre os documentos restituídos, há um conjunto de 1876 relacionado ao Ministério dos Negócios da Guerra. Uma das folhas, datada de 25 de setembro daquele ano e assinada por Duque de Caxias, trata da comunicação sobre a inauguração de ligação entre os estados da Paraíba e Pernambuco.
Outro item desse conjunto é uma peça de 27 de junho de 1876, oriunda da Secretaria de Estado dos Negócios da Guerra, assinada por José Maria Lopes da Costa, que envolve a Coleção de Leis da Província da Paraíba.
Além disso, a PF também devolveu um documento de 1824, assinado pelo tenente-coronel Simplício José da Silva, que se origina da Junta do Governo Temporário da Província do Piauí e aborda a decisão do Imperador sobre punições severas a ofensas ao governo.
Outro documento de 1865, assinado por José Thomaz Nabuco de Araújo Filho, então Ministro dos Negócios da Justiça, discute a Guarda Nacional Imperial, uma instituição crucial para a estrutura político-administrativa e militar do Império.
Com a restituição, os documentos retornam ao Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, que é responsável pela preservação e acesso ao patrimônio documental público federal, garantindo a conservação e a destinação adequada ao interesse histórico e cultural da sociedade brasileira.
