PF revela envolvimento de bicheiros, milicianos e policiais em núcleo do Master

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Polícia Federal investiga grupo criminoso ligado a ameaças e intimidações no caso Banco Master.

A Polícia Federal revelou que um braço da organização investigada no caso Banco Master é formado por indivíduos envolvidos com o jogo do bicho, milicianos e policiais. Essa avaliação foi destacada em uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a 6ª fase da operação Compliance Zero.

Conforme a investigação, o grupo conhecido como “A Turma” é apontado como responsável por ameaças presenciais, monitoramento de alvos, levantamentos clandestinos e obtenção ilegal de informações sigilosas.

Braço carioca

O núcleo carioca da organização é liderado por Manoel Mendes Rodrigues, descrito como operador do jogo do bicho no Rio de Janeiro e articulador local da estrutura criminosa. O grupo atua para intimidar e pressionar adversários ligados ao caso Banco Master, realizando ações para monitorar e ameaçar alvos de interesse.

Um episódio emblemático ocorreu em Angra dos Reis (RJ), em junho de 2024, onde integrantes de “A Turma” foram acionados para intimidar pessoas próximas a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. A investigação revelou que houve uma ordem para realizar um levantamento detalhado sobre os alvos, incluindo o monitoramento de familiares.

Testemunhas relataram que um dos homens envolvidos nas ameaças se apresentou como “Manoel”, amigo de Daniel Vorcaro e vinculado ao jogo do bicho.

“A Turma”

O grupo “A Turma” é descrito como o braço presencial e policial-informacional da estrutura investigada. Ele está associado a atividades de intimidação, monitoramento clandestino e obtenção de dados sigilosos, além de acessar indevidamente sistemas governamentais.

De acordo com a investigação, a estrutura conta com policiais federais, tanto da ativa quanto aposentados, além de operadores do jogo do bicho e outros colaboradores. A Polícia Federal destaca que essa organização é utilizada para pressionar críticos e adversários relacionados ao caso Banco Master.

Além de “A Turma”, os investigadores identificaram outro grupo, denominado “Os Meninos”, que é especializado em ataques cibernéticos, invasões digitais e derrubadas de perfis em redes sociais. As apurações incluem crimes de organização criminosa, ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.

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