PF revela que empresa de Marçal transferiu R$ 4,4 milhões a Mc Ryan
Transação de R$ 4,4 milhões envolve MC Ryan e ex-candidato à Prefeitura de São Paulo.
Uma transação de R$ 4,4 milhões foi realizada entre uma empresa ligada ao ex-candidato à Prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal, e o MC Ryan, que está sendo investigado pela Polícia Federal por supostas atividades de lavagem de dinheiro relacionadas ao tráfico internacional de drogas.
O valor, segundo informações, foi transferido para a conta do artista em decorrência da venda de um helicóptero Robinson R66 Turbine. A assessoria de Marçal, no entanto, confirmou a transação, mas negou que o montante estivesse vinculado à aeronave, alegando que se referia à compra de parte de um imóvel.
Ryan, que apoia a candidatura de Marçal para as eleições de 2024, foi preso durante a Operação Narco Fluxo, realizada pela PF. Ele é acusado de liderar um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico, utilizando rifas e apostas ilegais, além de atividades no setor musical e de entretenimento.
A defesa do MC Ryan declarou que todos os valores em suas contas têm origem comprovada e estão sujeitos a controle rigoroso e ao pagamento de tributos.
Os investigadores da PF, em sua representação que deu origem à Operação Narco Fluxo, destacaram a transferência de R$ 4,4 milhões da empresa R66 Air Ltda. para a conta pessoal de Ryan, sendo que o quadro societário da empresa inclui Pablo Marçal.
As investigações indicam que o capital social da R66 Air Ltda. é compatível com o valor de mercado do helicóptero, o que sugere uma possível ligação entre a transação e a venda da aeronave.
O esquema de lavagem de dinheiro, segundo os investigadores, utilizou uma rede de apostas e rifas ilegais, além de ter estabelecido contratos com fintechs que estão sob investigação em operações relacionadas a fraudes bilionárias. O total movimentado pelo esquema Narco Fluxo é estimado em R$ 1,6 bilhão, com o contador Rodrigo Morgado sendo apontado como um operador-chave e preso desde outubro de 2025.
A defesa de Morgado afirma que ele atua dentro dos limites legais de sua profissão contábil e não tem envolvimento com atividades ilícitas. Durante a operação, foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão, com 33 das 39 prisões temporárias sendo efetivadas.
