Polícia Civil indiciou brigadiano por homicídios da ex-mulher e dos pais dela em Cachoerinha
Policial é indiciado por triplo homicídio de família em Cachoeirinha
Um policial da Brigada Militar foi indiciado pela Polícia Civil por suspeita de envolvimento nas mortes da ex-mulher e dos pais dela, ocorridas em janeiro em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O indiciamento aconteceu em 17 de abril, e o agente se encontra preso desde 10 de fevereiro. As acusações incluem triplo homicídio qualificado e ocultação de cadáveres, sendo que os corpos ainda não foram encontrados.
Além do policial, outras cinco pessoas estão sendo investigadas. Este grupo envolve familiares e amigos do brigadiano, com acusações que variam desde furto na residência dos desaparecidos até fraude processual e organização criminosa. Cada membro do grupo é responsabilizado de acordo com sua participação nos crimes.
Caso o Ministério Público do Rio Grande do Sul apresente uma denúncia e a Justiça a aceite, os indiciados serão levados a julgamento popular. O processo está em segredo de Justiça, o que tem limitado a divulgação de detalhes pela Polícia Civil. Até o momento, o policial optou por permanecer em silêncio durante os depoimentos. Informações sugerem que motivações financeiras e passionais podem estar ligadas ao caso.
O principal suspeito, Cristiano Domingues Francisco, de 39 anos, é soldado da PM em Canoas. As vítimas, Silvana Aguiar, de 48 anos, e seus pais, Isail Aguiar, de 69, e Dalmira German Aguiar, de 70, eram proprietários de um minimercado na cidade.
No final de janeiro, Silvana publicou mensagens em redes sociais, mencionando um acidente de carro ao retornar de uma viagem a Gramado e agradecendo orações. Após isso, ela não fez mais contato, e seu telefone permaneceria desligado. A família, preocupada com seu desaparecimento, iniciou buscas, mas também acabou desaparecendo.
A investigação começou tratando o caso como desaparecimento, mas rapidamente evoluiu para triplo homicídio, mesmo sem os corpos, devido à possibilidade legal de acusação de assassinato sem essa evidência material. Os investigadores acreditam que a menção de um acidente de trânsito foi uma tentativa de encobrir um feminicídio, já que o veículo de Silvana foi encontrado intacto na garagem de sua casa.
Adicionalmente, vestígios de sangue foram encontrados na residência da família, sem sinais de luta, e imagens de câmeras de segurança corroboram as suspeitas levantadas na investigação.
