Polícia Federal designa nova delegada para assumir cargo nos Estados Unidos

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Tatiana Alves Torres é nomeada oficial de ligação no ICE após expulsão de Marcelo Ivo dos EUA.

A delegada Tatiana Alves Torres foi designada para atuar como oficial de ligação no ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos). Sua nomeação ocorre em um contexto delicado, já que Marcelo Ivo, seu antecessor, foi expulso dos EUA devido a alegações de perseguição política.

A publicação oficial da nomeação de Tatiana ocorreu no Diário Oficial da União em 20 de março, por meio de uma portaria assinada pelo diretor-geral da Polícia Federal. A delegada terá a responsabilidade de representar a Polícia Federal junto ao ICE, que é o órgão responsável pela imigração e controle aduaneiro nos Estados Unidos.

Entre as funções de Tatiana estão a facilitação da troca de informações entre Brasil e Estados Unidos e o suporte a investigações conjuntas. A duração da sua missão está prevista para ser de dois anos, o que representa um importante passo na colaboração entre os dois países em questões de segurança e imigração.

Tatiana Alves Torres é delegada de carreira desde 2002 e já ocupou a posição de superintendente da Polícia Federal em Minas Gerais. Antes de sua nova função no ICE, ela atuava como coordenadora-geral de Gestão de Processos na Diretoria de Gestão de Pessoas.

Expulsão de Marcelo Ivo dos EUA

Marcelo Ivo Carvalho, que ocupava o cargo de oficial de ligação da Polícia Federal em Miami desde 2023, foi expulso dos Estados Unidos por supostamente tentar contornar pedidos de extradição. Essa decisão veio à tona após a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem.

Informações indicam que a prisão de Ramagem ocorreu meses após uma articulação entre a Polícia Federal e autoridades migratórias norte-americanas, com o objetivo de explorar sua situação irregular no país para facilitar sua extradição.

O ex-deputado foi detido pelo ICE no dia 13 de abril, e a Polícia Federal destacou que a ação foi realizada em cooperação internacional. Contudo, relatos apontam que o documento que justificou a prisão não mencionava crimes cometidos no Brasil, nem solicitava extradição. Ramagem foi liberado apenas dois dias após sua detenção.

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