Polícia Federal realiza segunda prisão de Jalser Renier por suspeita de corrupção em Roraima
Operação Lemming investiga corrupção eleitoral em Roraima e resulta na prisão de candidato a deputado.
A Polícia Federal deflagrou, na quinta-feira (1º de outubro de 2026), a operação Lemming com o objetivo de investigar suspeitas de corrupção eleitoral e associação criminosa em Roraima. A ação culminou na prisão preventiva do candidato a deputado estadual Jalser Renier, do PSDB.
Além de Renier, sua mãe, Itelvina da Costa, também foi alvo da operação. A Justiça Eleitoral autorizou o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão, além da imposição de medidas cautelares.
Entre as medidas determinadas pela PF, estão a proibição de contato entre os investigados, a vedação a saques em espécie e o bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 4,2 milhões. A corporação esclareceu que tais ações visam preservar provas, evitar interferências na investigação e impedir a continuidade das condutas investigadas.
A operação é um desdobramento da prisão em flagrante de Jalser Renier, ocorrida em 24 de setembro, sob a suspeita de compra de votos. Na ocasião, documentos relevantes foram apreendidos e analisados. O candidato ficou detido por uma noite, mas foi liberado após audiência de custódia e pagamento de fiança.
As investigações tiveram início após a prisão de um homem, em outubro de 2025, que portava cerca de R$ 305 mil em espécie. As apurações indicam que houve a entrega de dinheiro a terceiros e a utilização de contas para movimentar recursos públicos de forma irregular.
A operação visa coletar novos elementos de prova, esclarecer a origem e a destinação dos recursos movimentados e identificar outros possíveis envolvidos ou beneficiários das operações financeiras em questão.
Jalser Renier Padilha é um político com 27 anos de atuação na Assembleia Legislativa de Roraima, tendo seu mandato cassado em 2022 por quebra de decoro. A cassação foi motivada por acusações de que ele teria sido o mandante do sequestro e tortura de um jornalista em 2020. Apesar da cassação, o Supremo Tribunal Federal suspendeu parcialmente os efeitos, permitindo sua candidatura nas eleições de 2026.