Polícia prende suspeito de feminicídio em caso de assassinato da ex-sogra no Rio Grande do Sul
Homem é preso suspeito de feminicídio em Sapucaia do Sul
Um homem de 46 anos foi preso preventivamente suspeito de assassinar sua ex-sogra em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no último sábado (4). O crime, que utilizou um objeto contundente e outro perfurante, eleva para 25 o número de feminicídios registrados no Rio Grande do Sul em 2026.
A prisão foi determinada pelo juiz plantonista Henrique Lorscheiter da Fonseca, em resposta a um pedido da Polícia Civil. O juiz destacou que a detenção é necessária para garantir a ordem pública, a conveniência da investigação criminal e a aplicação da lei penal, dado os indícios de autoria e materialidade do crime.
Seguindo as investigações, foi apurado que uma semana antes do crime, o suspeito havia sido liberado para o regime semiaberto com o uso de tornozeleira eletrônica. No entanto, ele conseguiu romper o dispositivo e foi até a casa da idosa, no bairro Boa Vista, onde a vítima se encontrava sozinha assistindo televisão.
A ex-companheira do agressor, com quem ele havia vivido por apenas três meses, não estava presente no momento do ataque. Em depoimento, ela informou que sua mãe foi atacada com facadas e golpes de marreta enquanto estava em casa. O ataque parece ter sido uma retaliação, já que o alvo verdadeiro era a ex-companheira, que não estava no local.
Após o crime, o suspeito fugiu, mas foi encontrado pela Brigada Militar cerca de 10 horas depois, em uma loja no centro de Sapucaia do Sul. A localização do indivíduo foi possível graças a denúncias anônimas feitas por moradores da região. Anteriormente, ele já havia sido preso por tentativa de homicídio contra sua ex-companheira, que o denunciou à polícia.
Julamento suspenso em Soledade
O julgamento de quatro acusados pela morte de uma jovem em Soledade, marcado para esta terça-feira (7), foi suspenso pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão foi tomada com base em um pedido da Procuradoria de Recursos do Ministério Público do Rio Grande do Sul.
O Ministério Público apontou que havia risco de nulidade no júri, devido à redução do número de testemunhas e à exclusão da delegada de Polícia do rol de testemunhas, o que contraria a legislação. Assim, foi solicitado que a delegada prestasse depoimento em plenário e uma nova data foi requerida até que a análise do mérito seja realizada pela Corte.
A vítima, Paula Perin Portes, de 18 anos, foi assassinada em junho de 2020. O grupo de quatro réus, incluindo mandantes e executores, teria cometido o crime por vingança, pois a jovem havia presenciado agressões contra a ex-companheira de um dos acusados e tinha conhecimento de suas atividades criminosas.
