Policiais federais decidem entrar em estado de greve

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Sindicatos da Polícia Federal aprovam estado de greve em busca de valorização da categoria.

Após três dias de assembleia envolvendo 27 sindicatos, a Federação Nacional dos Policiais Federais decidiu, na quinta-feira (26.mar.2026), aprovar o estado de greve. Essa medida é um passo preliminar que pode levar a uma paralisação, com o objetivo de exigir melhorias para a categoria junto ao governo.

Marcos Avelino, vice-presidente da Fenapef, destacou que a próxima semana será crucial, pois todos os sindicatos deverão convocar Assembleias Gerais Extraordinárias (AGEs) para discutir novas ações durante as negociações. Avelino afirmou que “a mobilização pode impactar atividades como investigações, apreensões e serviços administrativos desempenhados pelos policiais federais, com possíveis reflexos em operações em andamento”.

Atualmente, os sindicatos estão organizando informações e avaliando as possibilidades de atos públicos em cada estado. A Fenapef ressaltou que já existe um canal de negociação aberto com o governo, com interlocuções com dois ministérios, na expectativa de receber propostas concretas.

Um dos principais pontos de insatisfação levantados pelos sindicatos é a falta de valorização da carreira, que não condiz com as responsabilidades atribuídas aos policiais federais, considerando a importância de sua atuação para a manutenção do Estado de Direito.

No contexto recente, em julho de 2025, a Polícia Federal assumiu o controle sobre o registro de colecionadores, atiradores desportivos e caçadores excepcionais (CACs), uma função que anteriormente era responsabilidade do Exército. Além disso, a PF é encarregada da emissão de certificados de armas e do Guia de Tráfego Especial (GTE), que regulamenta o transporte de armas fora do local de guarda.

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