Polônia solicita multa de 250 milhões de euros à Meta por anúncios fraudulentos
Polônia pede multa de 250 milhões de euros à Meta por publicidade enganosa.
A Polônia solicitou à Comissão Europeia uma multa de 250 milhões de euros à Meta, proprietária do Facebook e Instagram, devido à falta de ação contra anúncios fraudulentos em suas plataformas. O pedido foi feito pelo ministro de Assuntos Digitais, Krzysztof Gawkowski, e o valor corresponde a aproximadamente R$ 1,50 bilhão.
O governo polonês alega que a Meta tem publicado anúncios enganosos e não tomou as providências necessárias para removê-los, mesmo após notificações. Gawkowski mencionou um estudo realizado pela Cert Polska, que encontrou 122 anúncios considerados fraudulentos, dos quais 106 permaneceram ativos na plataforma.
O ministro destacou que apenas 10 anúncios foram removidos e em 6 casos a Meta não respondeu. Ele afirmou que existem evidências concretas de que a empresa prioriza seus próprios interesses financeiros em detrimento da proteção dos usuários.
A solicitação da Polônia se insere em um contexto de crescente pressão internacional sobre a Meta. Recentemente, a empresa concordou em pagar um acordo de US$ 16 bilhões com estados americanos para resolver acusações de que suas plataformas foram projetadas para viciar crianças.
PRESSÃO POR AÇÃO NA EUROPA
Além da multa, Gawkowski exigiu que a Meta implemente ferramentas eficazes para erradicar fraudes, publicidade enganosa e a promoção de aplicativos ilegais. O ministro também planeja discutir uma posição unificada de líderes europeus contra as práticas da empresa durante a próxima cúpula do G20.
Gawkowski enfatizou a importância de uma ação coletiva, afirmando que isso mostraria a determinação da Europa em enfrentar as ações da Meta. A Meta, por sua vez, declarou que está investindo em tecnologias e parcerias para combater fraudes em suas plataformas, reconhecendo que os golpistas estão utilizando táticas cada vez mais sofisticadas.
O caso polonês possui um histórico judicial recente, com um tribunal de apelação de Varsóvia decidindo que a Meta é responsável pelos anúncios veiculados em suas plataformas, apesar da empresa ter argumentado que não deveria ser responsabilizada pelas ações fraudulentas de seus usuários.
