Presidente da CPMI do INSS solicita assinaturas para extensão dos trabalhos
Senador busca prorrogação da CPMI do INSS para aprofundar investigações
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou que está coletando assinaturas para prorrogar o prazo de conclusão dos trabalhos da comissão por mais 60 dias. Para que a prorrogação seja efetivada, é necessário o apoio de pelo menos 171 deputados e 26 senadores.
Viana destacou a importância dessa ampliação, afirmando que os fatos investigados ainda requerem um aprofundamento adequado e respostas claras à sociedade. Ele enfatizou que não é aceitável encerrar o trabalho sem uma apuração completa das responsabilidades.
No cronograma atual, a CPMI deve finalizar seus trabalhos até o dia 28 de fevereiro, o que inclui a conclusão da coleta de depoimentos de testemunhas e investigados. Após essa fase, o relatório será elaborado, discutido e votado. O senador planeja retomar as atividades da comissão no dia 5 e se reunir com o presidente do Congresso Nacional para tratar da prorrogação.
Viana expressou confiança de que o pedido de prorrogação será considerado com seriedade, ressaltando o compromisso do Congresso Nacional em fiscalizar e oferecer respostas ao povo brasileiro.
Foco no setor financeiro
Desde o início dos trabalhos, a CPMI do INSS já realizou 51 reuniões, coletando 4,8 mil documentos e determinando 43 quebras de sigilo. Além disso, foram identificadas 108 empresas suspeitas de envolvimento em fraudes relacionadas a descontos associativos do INSS. Na última reunião, o senador informou que os últimos depoimentos serão voltados a representantes de bancos e instituições financeiras.
Em suas redes sociais, o senador reafirmou seu compromisso com a investigação, afirmando que aqueles que prejudicaram aposentados e suas famílias serão responsabilizados. A CPMI tem como objetivo revelar os culpados e garantir que a verdade prevaleça.
