Presidente do Paraguai anuncia redução de despesas após escândalo do Ueno Bank
Pedro Alliana assume a presidência do Paraguai e promete ressarcir poupadores afetados pela crise do Ueno Bank.
Pedro Alliana, do Partido Colorado, tomou posse como presidente do Paraguai em 6 de novembro de 2026, após o impeachment de Santiago Peña. Em seu discurso, ele destacou a necessidade de cortar gastos públicos e se comprometeu a compensar os poupadores prejudicados pela crise do Ueno Bank, o maior banco digital do país, que foi liquidado pelo Banco Central paraguaio.
A cerimônia de posse ocorreu no Congresso Nacional em Assunção. Alliana, que anteriormente ocupava o cargo de vice-presidente, será acompanhado por Antonio Barrios, também do Partido Colorado, que agora assume a vice-presidência. A crise do Ueno Bank, que se expandiu durante a gestão de Peña, trouxe à tona a necessidade de uma mudança significativa na administração financeira do país.
No seu discurso, Alliana anunciou que enviará um projeto de racionalização de gastos, priorizando a eliminação de despesas desnecessárias. Ele enfatizou que o objetivo é redirecionar recursos para apoiar os setores mais vulneráveis da população e prometeu ressarcir integralmente os poupadores afetados, com foco especial naqueles de menor renda.
“Ordeno que se tomem ações imediatas para ressarcir os poupadores, com preferência pelos menos favorecidos. Não quero nenhum morno à frente dessa missão; quero resultados”, afirmou Alliana, dirigindo-se aos responsáveis pela execução das medidas de compensação.
Desde 5 de novembro, o Banco Central do Paraguai iniciou os pagamentos aos poupadores, priorizando aqueles com depósitos de até 10 milhões de guaranis, que não tinham dívidas com o Ueno Bank e mantinham contas em outras instituições financeiras do país.
Além disso, o Paraguai possui o Fundo de Garantia de Depósitos (FGD), que protege depósitos de até 75 salários mínimos paraguaios por pessoa e instituição financeira, equivalente a aproximadamente R$ 200 mil.
No discurso, Alliana também abordou outras prioridades de seu governo, como o apoio a desempregados, pacientes que aguardam atendimento médico e idosos em situação vulnerável. “Não os deixaremos sozinhos”, garantiu o presidente.
Exigências
Alliana pediu um desempenho exemplar de seu ministério e dos funcionários do Estado, exigindo que, ao final de cada dia, os ministros apresentem relatórios sobre as ações implementadas. “Por isso exijo aos ministros e ministras que, ao final de cada dia, me prestem contas das ações de mudança que produziram em cada jornada, sem desculpas e com resultados concretos”, destacou.
O presidente também determinou que viagens ao exterior sejam limitadas a situações inadiáveis, priorizando o trabalho interno. A melhoria dos serviços públicos de saúde, com atenção digna aos pacientes e acesso a medicamentos, foi apontada como uma meta central para o novo governo.