Prévia da inflação de março registra 0,44% impulsionada por alta nos alimentos

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Inflação prévia de março apresenta queda, impulsionada pelo aumento nos preços dos alimentos.

A prévia da inflação oficial de março registrou uma taxa de 0,44%, refletindo uma desaceleração em relação ao índice de 0,84% observado em fevereiro. Este resultado indica uma diminuição na pressão inflacionária, embora ainda esteja acima do índice de 0,64% registrado em março do ano anterior.

No acumulado dos últimos 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) mostra uma alta de 3,9%, mantendo-se dentro da meta estabelecida pelo governo, que admite um limite de 4,5% ao ano. Os dados foram divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Grupos de preços

O levantamento do IBGE revelou que todos os nove grupos de preços analisados apresentaram aumento de fevereiro para março. O setor de alimentos e bebidas destacou-se com uma elevação média de 0,88%, contribuindo com 0,19 ponto percentual (p.p.) para a variação do IPCA-15.

  • Alimentação e bebidas: 0,88% (impacto de 0,19 p.p.)
  • Habitação: 0,24% (0,04 p.p.)
  • Artigos de residência: 0,37% (0,01 p.p.)
  • Vestuário: 0,47% (0,02 p.p.)
  • Transportes: 0,21% (0,04 p.p.)
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,36% (0,05 p.p.)
  • Despesas pessoais: 0,82% (0,09 p.p.)
  • Educação: 0,05% (0,00 p.p.)
  • Comunicação: 0,03% (0,00 p.p.)

Alimentos

Dentro do grupo de alimentação e bebidas, os preços da alimentação no domicílio aumentaram 1,10%, em comparação a uma variação de apenas 0,09% em fevereiro. As principais contribuições para esse aumento vieram do açaí (29,95%), feijão-carioca (19,69%), ovo de galinha (7,54%), leite longa vida (4,46%) e carnes (1,45%).

Em termos de impacto na inflação mensal, as carnes contribuíram com 0,04 p.p., enquanto o leite teve uma contribuição de 0,03 p.p. Os aumentos significativos do feijão e do açaí geraram, cada um, um impacto de 0,02 p.p. no índice de março.

A alimentação fora do domicílio também apresentou alta, subindo 0,35% em março, superando a variação de 0,46% observada em fevereiro.

Mais influências

Entre os 377 subitens analisados pelo IBGE, as passagens aéreas foram as que mais pressionaram a alta do IPCA-15, com um aumento de 5,94% no mês, impactando em 0,05 p.p. Na mesma prévia, os combustíveis mostraram uma deflação de 0,03%, indicando uma redução média nos preços, com destaque para o gás veicular (-2,27%), etanol (-0,61%) e gasolina (-0,08%). O óleo diesel, por sua vez, teve um aumento de 3,77%.

Guerra no Irã

A situação geopolítica no Irã, marcada por conflitos, está gerando preocupação em relação aos preços dos combustíveis, especialmente os derivados de petróleo. Essa guerra tem provocado distúrbios na cadeia global de suprimentos, impactando diretamente os preços no Brasil.

A Petrobras anunciou recentemente um reajuste de 38 centavos por litro no preço do diesel, enquanto o governo implementou medidas para mitigar a alta, como a isenção das alíquotas do PIS e da Cofins, tributos federais que incidem sobre o diesel. Este combustível, essencial para o transporte, é o que mais sofre com as pressões internacionais, uma vez que o Brasil importa cerca de 30% do óleo que consome.

IPCA-15 x IPCA

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