Primeira-dama da China: Uma Influência Silenciosa que Conquista os EUA
O impacto do ‘soft power’ da primeira-dama chinesa nas relações diplomáticas.
A primeira-dama da China, Peng Liyuan, tem se destacado como uma figura influente nas relações diplomáticas entre seu país e os Estados Unidos.
Recentemente, durante uma visita a Washington, ela conversou em inglês com a primeira-dama americana, demonstrando suas habilidades linguísticas sem a necessidade de um tradutor. O momento foi acompanhado por uma serenata de um coro de jovens, onde Peng exibiu um glamour natural, vestindo um traje tradicional chinês de forma moderna.
O conceito de ‘soft power’ refere-se à capacidade de um país de influenciar outros por meio da cultura, valores e diplomacia, sem o uso da força militar. A música, o cinema, a educação e as relações diplomáticas são algumas das ferramentas que podem ser utilizadas para aumentar essa influência.
Na visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington, Peng se apresentou como uma “superarma” de ‘soft power’, buscando suavizar a imagem da China em meio a tensões comerciais e políticas com os Estados Unidos, incluindo questões relacionadas a Taiwan.

Durante a apresentação no Museu Nacional de Arte Asiática do Smithsonian, crianças do coro agradeceram a Peng, que aplaudiu a performance da canção folclórica chinesa “Flor de Jasmim”. O embaixador da China em Washington, Xie Feng, ressaltou a importância do papel diplomático dela, destacando seu incentivo aos adolescentes americanos a estudarem a língua e a cultura chinesas.
“Ela ajuda a dar um tom mais humano ao que, de outra forma, poderia ser uma diplomacia bastante rígida”, afirmou um analista de geopolítica.
Entretanto, as discussões nas redes sociais chinesas sobre suas atividades e escolhas de moda são limitadas, refletindo a sensibilidade em torno da vida pessoal de líderes do país. Pesquisas sobre suas preferências de estilo ou suas habilidades em inglês não geraram resultados significativos.

Historicamente, as esposas de líderes chineses mantiveram um perfil discreto, em parte devido ao legado de Jiang Qing, viúva de Mao Tsé-Tung, que teve um papel controverso durante a Revolução Cultural. Peng, por sua vez, começou sua carreira como soprano do Exército e, com a ascensão de Xi, ganhou mais visibilidade na mídia.
Ela é conhecida por seu ativismo em causas sociais, incluindo a defesa dos direitos de pessoas que vivem com HIV/AIDS. Em uma entrevista, descreveu Xi como um homem moderado e trabalhador, enfatizando sua vida pessoal como algo separado de sua posição política.