Produtora denuncia furto de cinco pivôs em oito meses

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Produtora rural no Rio Grande do Sul enfrenta recorrentes furtos de sistemas de irrigação.

A produtora rural e engenheira agrônoma Maria Eduarda Tramontini Ceolin, de 26 anos, residente em Estrela Velha, no Rio Grande do Sul, tem utilizado suas redes sociais para alertar sobre um problema alarmante: o furto de cabos de pivôs centrais de irrigação.

Recentemente, 13 torres de dois pivôs foram alvo de criminosos, resultando em um prejuízo que pode variar entre R$ 60 mil e R$ 80 mil, dependendo do custo da mão de obra para reposição dos equipamentos.

<p“Após as recentes chuvas no estado, notamos que os pivôs foram roubados apenas na quarta-feira, mas acreditamos que o crime tenha acontecido no último domingo”, compartilhou.

Na propriedade familiar, onde cultivam milho, soja, trigo, canola e aveia, somente nos últimos oito meses, os cabos elétricos de cinco sistemas de irrigação foram subtraídos. “Registramos boletins de ocorrência a cada furto, mas sentimos que a polícia não consegue agir com efetividade. O campo não recebe a devida atenção da segurança pública”, desabafa.

Desde que começou a relatar os furtos nas redes sociais, Maria Eduarda tentou seguir as orientações de seus seguidores, instalando braçadeiras a cada 20 cm das torres para segurar o cabeamento, porém a medida não obteve sucesso.

“Levamos três dias para instalar tudo, e provavelmente quem roubou deve ter feito o serviço em apenas duas noites. Desta vez, até o cabo das rodinhas foi levado. Acredito que seja uma quadrilha especializada, pois eles sabem exatamente onde agir para evitar choques e onde desligar a energia”, detalha.

Nos vídeos que compartilha, a produtora expressa sua indignação com a situação. “Não é apenas um prejuízo financeiro, é uma falta de respeito com quem trabalha e produz. O furto de um pivô gera insegurança alimentar, já que precisamos irrigar para cultivar, especialmente em um estado que enfrenta estiagens frequentes.”

Por fim, Maria Eduarda reflete sobre sua determinação: continuar na lavoura. Para ela, desistir não é uma opção para o produtor rural, especialmente para o gaúcho. “Momentos difíceis moldam pessoas e profissionais melhores”, conclui.

A reportagem está em busca de contato com o 35º Batalhão de Polícia Militar (BPM) do Rio Grande do Sul, responsável pela área, e o texto será atualizado assim que houver um posicionamento oficial.

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