Projeto propõe inclusão da poetisa Henriqueta Lisboa entre os heróis da pátria
Projeto de lei busca reconhecer Henriqueta Lisboa no Livro dos Heróis da Pátria
O projeto de lei 4.747/2026, apresentado pela deputada federal Duda Salabert, visa incluir o nome da escritora mineira Henriqueta Lisboa no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. A proposta tem como objetivo reconhecer a significativa contribuição da autora para a literatura brasileira, a educação e a valorização da língua portuguesa.
Se aprovada, a inclusão de Henriqueta Lisboa no Livro de Aço, que compõe o Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, celebrará as personalidades que foram fundamentais para a construção e desenvolvimento do Brasil.
Henriqueta Lisboa é reconhecida como uma das principais vozes da poesia brasileira do século XX. Sua obra é marcada por reflexões profundas sobre espiritualidade, memória, natureza e a condição humana, tornando-a uma figura essencial na literatura nacional.
“O presente projeto de lei tem por objetivo inscrever o nome de Henriqueta Lisboa em reconhecimento à excepcional contribuição que prestou à formação da identidade cultural brasileira.”
A escritora nasceu em 1901, na cidade de Lambari, Minas Gerais, e teve uma carreira multifacetada como poeta, ensaísta, tradutora, crítica literária e professora. Ao longo de sua vida, publicou cerca de 20 livros, incluindo obras de poesia e crítica literária.
Entre seus títulos mais notáveis estão “Enternecimento” (1930), “Prisioneira da Noite” (1941) e “O Menino Poeta” (1943), este último considerado um clássico da literatura infantil brasileira. Seu trabalho foi amplamente reconhecido, recebendo prêmios como o Prêmio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras, em reconhecimento ao conjunto de sua obra.
Além de sua produção literária, o projeto destaca a importância de Henriqueta Lisboa na abertura de espaços para mulheres na literatura e na produção intelectual. Em 1963, ela se tornou a primeira mulher a integrar a Academia Mineira de Letras, um marco que ajudou a ampliar a presença feminina na cultura brasileira.
Para a autora da proposta, esse pioneirismo foi crucial para consolidar novos caminhos para escritoras e pesquisadoras, incentivando a diversidade e a inclusão no cenário literário nacional.
Atualmente, a proposta aguarda distribuição nas comissões temáticas da Câmara, antes de ser submetida à análise em Plenário.