PT busca candidatura própria em Minas após recuo de Pacheco

Compartilhe essa Informação

PT de Minas Gerais debate candidatura própria ao governo em encontro com militância.

O diretório estadual do PT de Minas Gerais realizou um encontro com a militância em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde foi aprovada uma resolução que abre o debate interno para o lançamento de uma candidatura própria ao governo do Estado nas eleições de 2026. Enquanto isso, as negociações com nomes de outras siglas continuam em andamento.

A movimentação do partido ocorre após a desistência do senador Rodrigo Pacheco, que era o nome preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para liderar a chapa em Minas. Essa mudança de cenário impulsionou a necessidade de definir um candidato próprio.

O evento, intitulado “Lula pelas Minas e pelos Gerais”, ocorreu no Sindicato dos Metalúrgicos e contou com a participação de mais de 1.500 militantes. Entre os presentes estavam figuras importantes do partido, como Edinho Silva, presidente nacional do PT, e a presidente estadual da legenda, deputada Leninha.

A resolução aprovada não especifica um nome, mas instrui o Grupo de Trabalho Eleitoral a consultar os quadros do partido para conduzir o processo de construção da candidatura. Os principais pontos do documento incluem a abertura imediata do debate interno, a reafirmação de Marília Campos como pré-candidata ao Senado e o compromisso de ampliar as bancadas federal e estadual do PT em Minas.

A saída de Pacheco é citada como um fator motivador para a decisão, com o documento ressaltando a urgência de definir um candidato próprio. A resolução adverte que a indefinição pode fortalecer adversários e enfraquecer o campo democrático.

Além disso, o documento critica a política externa dos Estados Unidos, especificamente a inclusão do PCC e do Comando Vermelho na lista de organizações terroristas, considerando essa ação uma grave afronta à soberania nacional.

Embora a resolução tenha um tom assertivo, membros do PT em Minas afirmam que o documento não fecha portas, servindo como uma pressão para que um acordo seja alcançado, ou então o partido apresentará um candidato próprio.

Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte, continua sendo uma hipótese para a candidatura. Edinho Silva se encontrou com Kalil durante o encontro, mas ainda existem entraves na relação entre os dois. Além de Kalil, Edinho também se reuniu com representantes do PSB, incluindo Josué Gomes da Silva e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares, que estão cotados para a chapa.

A presidente estadual Leninha expressou cautela em relação à candidatura ao governo, alertando que isso poderia enfraquecer a presença do PT na Câmara dos Deputados, já que nomes como Reginaldo Lopes e Rogério Correia, que tiveram expressiva votação em 2022, poderiam ser deslocados da disputa proporcional.

Nas redes sociais, Edinho Silva elogiou a mobilização e os investimentos federais em Minas, mas não se comprometeu com uma candidatura própria, afirmando que o partido irá construir um forte palanque para a reeleição de Lula, com Marília Campos como pré-candidata ao Senado.

Marília, por sua vez, compartilhou uma foto com Edinho e comentou sobre os próximos passos de sua pré-campanha ao Senado. A indefinição sobre a candidatura persiste enquanto a esquerda em Minas busca uma alternativa viável para enfrentar o pré-candidato do Republicanos, Cleitinho Azevedo, que lidera as pesquisas de intenção de voto para o governo do Estado.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *