PT considera alternativas para Governo de Minas enquanto Lula defende Rodrigo Pacheco
Presidente Lula busca apoio de Rodrigo Pacheco para fortalecer candidatura em Minas Gerais.
O presidente Lula manifestou a intenção de se reunir com o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, na esperança de convencê-lo a concorrer ao Governo de Minas Gerais. Essa estratégia visa garantir um palanque robusto para o petista no segundo maior colégio eleitoral do Brasil.
Com os sinais de hesitação de Pacheco nos últimos meses, a equipe de Lula está considerando alternativas, incluindo o senador Cleitinho Azevedo, o presidente da Assembleia Legislativa de Minas, Tadeu Leite, e o ex-procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares. As prefeitas de Contagem e Juiz de Fora, Marília Campos e Margarida Salomão, também estão sendo mencionadas, embora Marília seja mais frequentemente considerada para uma das vagas ao Senado.
Até o momento, a estratégia de buscar Pacheco não possui a confirmação de Lula, que acredita que o senador seria a melhor opção para a disputa. O presidente tem elogiado Pacheco em diálogos com seus aliados e busca a colaboração do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para facilitar essa conversa.
O diretório mineiro do PT pode complicar uma aliança com Cleitinho, que é visto por alguns como um bolsonarista. Recentemente, ele demonstrou apoio a um ato do deputado Nikolas Ferreira, que defende a liberdade de Jair Bolsonaro.
Além de Cleitinho, Tadeuzinho, atual presidente da Assembleia, é considerado um potencial candidato ao governo. Contudo, Lula orientou que as negociações com Tadeuzinho fossem adiadas, aguardando um sinal de Pacheco, o que foi interpretado como um indicativo de que as discussões com o senador poderiam avançar.
Tadeuzinho declarou que, por enquanto, é pré-candidato a deputado estadual e que se dedicou a questões relacionadas à dívida do estado. Ele afirmou que qualquer mudança de rumo será discutida com seu grupo político a partir de agora.
Minas Gerais, com o segundo maior eleitorado do Brasil, é um estado crucial para as eleições presidenciais. Historicamente, o candidato que vence em Minas tende a ser o eleito presidente. Desde 1945, apenas Getúlio Vargas, em 1950, venceu a Presidência sem ganhar em Minas.
Lula e seus aliados reconhecem que a eleição de 2026 será competitiva. Ter candidatos fortes ao governo que apoiem o petista é fundamental para manter os votos conquistados em 2022, quando Lula obteve 50,2% dos votos em Minas.
O presidente tem manifestado a necessidade de mais diálogos com Pacheco sobre a possibilidade de candidatura, buscando um projeto político abrangente que ofereça segurança ao senador para assumir esse desafio.
Aliados de Lula acreditam que Pacheco poderia se candidatar com uma chapa forte, incluindo o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, e Marília Campos para o Senado. O ex-prefeito Márcio Lacerda também é cogitado como possível vice, mesmo já tendo sinalizado que não pretende retornar à vida pública.
Pacheco tem afirmado a aliados que planeja encerrar sua carreira política ao final de seu mandato atual, que termina em fevereiro do próximo ano. Ele foi considerado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, mas a nomeação foi para Jorge Messias. O senador não se manifestou quando procurado.
Se Pacheco decidir concorrer ao governo, poderá precisar mudar de partido, já que o PSD atualmente apoia o vice-governador Mateus Simões, que é pré-candidato ao governo com o apoio do atual governador, Romeu Zema.
Lula sugeriu que o MDB seria uma opção favorável para Pacheco, caso ele decida se candidatar. A mudança de partido poderia ser facilitada por meio de negociações com senadores do MDB.
Outra possibilidade seria Alcolumbre encontrar um espaço para Pacheco no União Brasil, o que exigiria garantias adicionais para o senador, como a indicação de um aliado para a presidência do diretório mineiro do partido.
Com o cenário ainda indefinido, petistas em Minas discutem a possibilidade de lançar a reitora da UFMG, Sandra Goulart, como candidata ao governo, embora seja improvável que a direção nacional do PT deixe essa decisão nas mãos da seção local.
Petistas mineiros também consideram a hipótese de que Cleitinho não se candidate e indique seu irmão
