PT denuncia Flávio ao Conselho de Ética por envolvimento no caso Dark Horse

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PT apresenta representação contra Flávio Bolsonaro no Conselho de Ética do Senado.

O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou uma representação no Conselho de Ética do Senado, visando o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência. A ação se baseia em supostas irregularidades relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, que aborda a figura de Jair Bolsonaro. O partido solicita a perda do mandato do senador por quebra de decoro parlamentar.

Na representação, o líder da bancada, Camilo Santana, destaca as contradições entre as declarações de Flávio e as informações sobre sua conexão com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, além dos recursos destinados ao filme. Camilo enfatiza que o Senado não pode ignorar a gravidade dos fatos, ressaltando que quem ocupa um cargo público deve agir com verdade e responsabilidade.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, alega que não obteve vantagens pessoais nem ofereceu contrapartidas a Vorcaro em troca do financiamento do filme. Ele defende que buscou patrocínio privado, sem envolver dinheiro público ou a Lei Rouanet.

O senador também foi acusado de ter negociado um financiamento de US$ 24 milhões, aproximadamente R$ 134 milhões, para o “Dark Horse”. Documentos revelam que, entre fevereiro e maio de 2025, ao menos US$ 10,6 milhões, cerca de R$ 61 milhões, foram pagos. Recentemente, um novo repasse de US$ 1,6 milhão foi identificado, elevando o total dos aportes de Vorcaro para US$ 12,3 milhões.

Esse último pagamento ocorreu meses após a data que Flávio havia indicado como o término dos repasses. Após a divulgação de áudios que mostram Flávio cobrando recursos de Vorcaro, o senador afirmou que os repasses haviam cessado em maio de 2025, mas agora direcionou suas explicações à produtora do filme.

O PT argumenta que a discrepância entre as declarações do senador e os registros financeiros justifica uma investigação pelo Conselho de Ética.

A representação chega a um Conselho de Ética que não realiza deliberações desde julho de 2024 e que não possui reuniões agendadas. Essa iniciativa faz parte da estratégia do PT em relação ao caso “Dark Horse”. Além disso, governistas pedem a retirada do sigilo das investigações e questionam a atuação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, embora o PT tenha descartado apoiar pedidos de impeachment contra ele.

Em nota oficial, Camilo Santana expressou que a representação é um ato sério, destacando que as contradições nas declarações do senador não podem ser ignoradas. Ele ressaltou a importância da transparência e da responsabilidade no exercício do mandato, afirmando que a imunidade parlamentar não deve ser um escudo para enganar a sociedade.

Camilo conclui que a confiança da população no Parlamento depende da coragem das instituições em investigar e responsabilizar seus membros, e que o silêncio diante das contradições é inaceitável.

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