PT encaminha relatório paralelo ignorado por CPI para PF e STF
PT envia relatório paralelo à PF e STF sobre corrupção no governo Bolsonaro.
O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou que encaminhará um relatório paralelo à Polícia Federal e ao Supremo Tribunal Federal, que foi ignorado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
A CPMI investigou um esquema de desvio de aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social, com o relator sendo o deputado Alfredo Gaspar. A comissão solicitou ao STF a prisão preventiva de 21 pessoas, acusadas de corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Durante os trabalhos, a CPMI rejeitou o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta de indiciamento foi derrotada com 19 votos contrários e 12 favoráveis.
Na última sexta-feira, o PT apresentou um relatório paralelo como uma estratégia para obstruir a votação do parecer oficial. O documento, liderado pelo deputado Rogério Correia, amplia a lista de investigados para cerca de 201 nomes, com foco especial no senador Flávio Bolsonaro.
Com mais de 1.800 páginas, o relatório visa atrasar o desfecho da comissão e evitar a aprovação do relatório que envolve a família do presidente. O PT argumentou que o relatório alternativo continha informações que demonstram que o esquema de corrupção começou em 2017, mas se intensificou durante o governo Bolsonaro.
O partido criticou a decisão do presidente da CPMI, Carlos Viana, por encerrar os trabalhos sem votar o relatório da maioria, alegando que isso desrespeitou o regimento do Congresso.
O PT pediu o indiciamento de 201 pessoas, sendo 130 de forma imediata e 71 para investigações adicionais. O partido também incluiu Bolsonaro na lista, considerando-o o “cérebro” do esquema que teria financiado campanhas de figuras políticas como o ex-ministro da Previdência Onyx Lorenzoni e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Flávio Bolsonaro é mencionado por lavagem de dinheiro.
O deputado Paulo Pimenta afirmou que Bolsonaro é o “chefe do esquema criminoso que roubou bilhões de reais dos aposentados e aposentadas.”
