Publicitário Felipe Julius apresenta ‘Cicatrizes na Paisagem’ em Porto Alegre
Felipe Julius lança livro que reflete sobre as enchentes no Rio Grande do Sul.
O publicitário e escritor gaúcho Felipe Julius realizará o lançamento de seu livro ‘Cicatrizes na paisagem’ na quinta-feira, 18, às 19h, na Livraria Travessa do Shopping Iguatemi, em Porto Alegre. A obra foi premiada com o ‘8º Prêmio Cepe Nacional de Literatura’ e convida os leitores a uma profunda reflexão sobre os impactos humanos e ambientais das enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul em 2024.
Com uma narrativa poética, ‘Cicatrizes na paisagem’ leva o público a percorrer as estradas do Sul do Brasil, através de personagens que compartilham um carro enquanto fogem do caos provocado pelas chuvas em Porto Alegre. A obra utiliza uma abordagem lírica e contundente para expor o fenômeno natural, contrastando-o com o descaso das autoridades e a degradação ambiental que se intensificou após o desastre.
Dividido em três partes, o livro utiliza marcadores que indicam rodovias afetadas pela tragédia, uma experiência vivida pelo próprio autor. “A ordem foi pensada como um percurso. A rodovia RS-040 representa o choque e a travessia do dilúvio; a BR-101 simboliza a respiração, a estrada, um encontro possível. E ‘A chegada’ é o momento em que a vida persiste, apesar de tudo. Essa esperança não é ingênua; ela emerge após a devastação, quando ainda há lama, mas já se vislumbra um gesto”, explica Felipe.
Escrito em apenas uma semana, em janeiro de 2025, ‘Cicatrizes na paisagem’ foi elaborado cerca de sete meses após as enchentes que assolaram o estado. “Durante 2024, refleti sobre tudo o que ocorreu. Fiz uma promessa de Ano Novo e queria transformar em palavras tudo o que me impactou”, destaca o autor.
Para Diogo Guedes, editor da Cepe, a grandeza de ‘Cicatrizes na paisagem’ reside na sobriedade e emoção de seus versos, criando um equilíbrio raro. “Felipe Julius, por meio de um poema narrativo, revela um mundo submerso, quase em colapso — não porque deixará de existir, mas porque nada pode permanecer igual após uma tragédia como as enchentes no Rio Grande do Sul”, conclui.
