Pulitzer 2026 destaca reportagens sobre Trump, Gaza e Epstein
Prêmio Pulitzer 2026 reconhece reportagens impactantes sobre temas atuais.
A cerimônia de premiação do Prêmio Pulitzer 2026 ocorreu na terça-feira, 5 de maio, destacando reportagens que abordam questões significativas, como a administração de Donald Trump, a guerra no Oriente Médio e o caso do financista Jeffrey Epstein. Este prêmio, criado em 1917 e administrado pela Universidade Columbia, é considerado o mais prestigioso do jornalismo nos Estados Unidos, abrangendo também categorias de literatura, teatro e música.
O The Washington Post foi premiado na categoria de serviço público por suas investigações sobre as mudanças na estrutura governamental durante a presidência de Trump e seus impactos na sociedade. Já o The New York Times recebeu o prêmio de reportagem investigativa por expor conflitos de interesse do presidente e o uso de sua posição para favorecer aliados.
Uma menção especial foi concedida à jornalista Julie K. Brown, do Miami Herald, por sua série de reportagens que revelou o esquema de abusos e a rede de proteção ao empresário Jeffrey Epstein, além de dar voz às vítimas do caso.
A Reuters foi reconhecida na categoria de reportagem nacional por suas investigações que demonstraram como Trump utilizou a estrutura do governo para consolidar seu poder e retaliar adversários. A Associated Press também foi premiada por sua investigação sobre ferramentas de vigilância em massa desenvolvidas nos Estados Unidos, que foram aprimoradas na China e utilizadas globalmente.
A guerra no Oriente Médio também foi um tema relevante na premiação. O fotógrafo palestino Saher Alghorra, colaborador do The New York Times, recebeu o prêmio de fotografia de breaking news por suas imagens que documentaram a crise humanitária em Gaza durante o conflito com Israel.
Confira a lista completa dos vencedores:
- Serviço Público – The Washington Post: reestruturação do governo Trump e impactos na população.
- Breaking News – Minnesota Star Tribune: cobertura de tiroteio em escola católica.
- Reportagem Investigativa – The New York Times: conflitos de interesse e ganhos ligados a Trump.
- Reportagem Explicativa – San Francisco Chronicle: série “Burned” sobre seguradoras e incêndios.
- Beat Reporting – Reuters: exposição de práticas da Meta com usuários.
- Reportagem Local (2 vencedores):
- Connecticut Mirror + ProPublica: abusos em leis de reboque.
- Chicago Tribune: operações de imigração em Chicago.
- Reportagem Nacional – Reuters: uso do governo por Trump para ampliar poder.
- Reportagem Internacional – Associated Press: vigilância em massa global.
- Reportagem Especial (Feature Writing) – Texas Monthly: relato pessoal sobre enchentes no Texas.
- Crítica – The Dallas Morning News: crítica de arquitetura (Mark Lamster).
- Opinião – The New York Times: ensaios de Masha Gessen sobre autoritarismo.
- Reportagem Ilustrada – Bloomberg: “trAPPed”, sobre golpe digital e vigilância.
- Fotografia Breaking News – Saher Alghorra (NYT): imagens de Gaza.
- Fotografia de Reportagem (Feature) – The Washington Post: ensaio sobre família e câncer.
- Áudio – Pablo Torre Finds Out: podcast sobre regras salariais na NBA.
- Citação Especial – Julie K. Brown (Miami Herald): série sobre Jeffrey Epstein.
