Quase 30 suspeitos de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro são detidos em operação no Rio Grande do Sul e outros estados
Operação Apakani desarticula rede de lavagem de dinheiro no RS
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul lançou, na última quinta-feira (11), a Operação Apakani, com o objetivo de desmantelar uma rede de lavagem de dinheiro associada ao tráfico de drogas. A operação é parte da Operação Narke 6, que é coordenada em nível nacional pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Durante a ação, as forças policiais cumpriram 28 mandados de prisão preventiva e 5 de prisão temporária, além de 58 mandados de busca e apreensão. Contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas foram bloqueadas, e 14 veículos foram sequestrados. Um total de R$ 22 mil em espécie e uma arma de fogo também foram apreendidos.
As prisões ocorreram em diversas cidades do Rio Grande do Sul, incluindo Porto Alegre, Canoas, Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Gravataí, Nova Santa Rita, Farroupilha, Gramado, Caxias do Sul e Santa Maria. Em Santa Catarina, a operação se expandiu para Florianópolis, Criciúma, Balneário Rincão, Lauro Müller, Palhoça e São José.
Além das ações em território gaúcho, mandados de busca e apreensão foram realizados em estabelecimentos prisionais. Diligências investigativas também foram conduzidas em empresas localizadas em São Paulo e Mato Grosso do Sul, com o suporte das respectivas Polícias Civis.
A operação contou com a participação de 249 policiais civis do Rio Grande do Sul e 50 agentes da Polícia Civil de Santa Catarina.
Início das investigações
A investigação teve seu início após a apreensão de 1,3 tonelada de maconha em Canoas, ocorrida em 2023. As apurações revelaram que a organização criminosa estava envolvida na distribuição em larga escala de cocaína e crack no estado, utilizando operações logísticas complexas que incluíam o aluguel de imóveis em áreas nobres para o armazenamento de drogas, o que dificultava seu rastreamento.
Bloqueios e descapitalização
Estima-se que a organização criminosa tenha movimentado cerca de R$ 21,33 milhões durante as investigações. O esquema consistia na lavagem de dinheiro por meio do sistema financeiro, integrando ativos ilícitos à economia formal. Isso incluía a compra de veículos e a circulação de valores em espécie, além da mescla de capitais ilícitos em empresas legítimas, de fachada e fantasmas.
