Quase metade da população acredita em possível interferência estrangeira nas eleições, aponta pesquisa da Quaest
Pesquisa indica divisão de opiniões sobre interferência estrangeira nas eleições de 2026.
Um levantamento recente revela que 45% dos eleitores brasileiros acreditam na possibilidade de interferência de países estrangeiros nas eleições de 2026. Por outro lado, 48% consideram essa interferência improvável, enquanto 7% não souberam ou não quiseram opinar.
A pesquisa, realizada pela Quaest entre os dias 10 e 13 de agosto de 2026, ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral.
Ao analisar as opiniões de grupos políticos, a pesquisa revelou que entre os eleitores que se identificam como “bolsonaristas”, 64% acreditam na possibilidade de interferência estrangeira, enquanto 31% não compartilham dessa visão. Em contraste, entre os “lulistas”, 60% descartam essa hipótese, com apenas 33% considerando-a possível.
Entre os eleitores que veem a possibilidade de interferência, a maioria acredita que candidatos de direita seriam os principais beneficiados. A pesquisa questionou esse grupo sobre quem poderia se beneficiar da influência de líderes estrangeiros nas eleições, resultando em 57% apontando os candidatos da direita, 22% os da esquerda, e 5% acreditando que ambos seriam favorecidos igualmente.
Entre os “bolsonaristas”, 71% acreditam que a interferência externa beneficiaria candidatos de direita, enquanto apenas 16% veem vantagem para a esquerda. Por outro lado, entre os “lulistas”, 54% apontam a direita como beneficiada, e 29% acreditam que a esquerda se beneficiaria. Os eleitores independentes também mostram uma tendência similar, com 45% vendo vantagem para candidatos de direita e 22% para os de esquerda.
