Ramagem agradece governo Trump após libertação e critica Polícia Federal brasileira como ‘polícia de jagunços’
Ex-deputado Alexandre Ramagem é solto após prisão pelo ICE nos EUA e agradece ao governo Trump.
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi detido pelo ICE, a agência de imigração dos Estados Unidos, e liberado após dois dias. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ele expressou gratidão à alta cúpula do governo Trump pela sua soltura.
Ramagem afirmou que entrou nos Estados Unidos de maneira regular, com passaporte e visto válidos, e que já havia solicitado asilo. Ele ressaltou que, junto com sua esposa Rebeca, estava cumprindo todos os trâmites legais, garantindo sua permanência regular no país.
Contudo, um documento do Departamento de Segurança Interna indicava que seu visto estava vencido, o que poderia resultar em sua deportação para o Brasil. Ramagem destacou que não houve pagamento de fiança, um procedimento comum em casos semelhantes, e reiterou que não estava se escondendo.
A prisão de Ramagem ocorreu em decorrência de uma cooperação internacional entre os governos dos Estados Unidos e do Brasil. Ele foi condenado à perda de mandato e a 16 anos e um mês de prisão por sua participação em uma tentativa de golpe de Estado.
Em suas declarações, Ramagem criticou a Polícia Federal, chamando-a de uma instituição que já teve credibilidade, mas que agora se comporta como uma “polícia de jagunços”. Ele pediu a demissão do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que afirmou que a prisão foi resultado de uma cooperação internacional.
Rodrigues também mencionou que Ramagem havia deixado o Brasil de forma clandestina pela fronteira com a Guiana.
Após a prisão, a Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou uma missão oficial aos Estados Unidos para acompanhar a situação de brasileiros que pediram asilo político, incluindo Ramagem. O requerimento, apresentado pelo senador Jorge Seif, visa verificar a situação do ex-deputado.
A proposta foi aprovada sem votação nominal e a reunião foi presidida por Hamilton Mourão, que apoiou a iniciativa. Os senadores planejam visitar Orlando, onde Ramagem foi preso, e Washington D.C., embora ainda não tenham definido a data da viagem ou os participantes da missão.
O objetivo da missão é verificar a assistência consular aos brasileiros, acompanhar a execução do Tratado de Extradição entre Brasil e EUA e realizar visitas a instalações do ICE, além de reuniões no Consulado-Geral e na embaixada brasileira.
