Relator da PEC da autonomia do Banco Central afirma que Jaques Wagner nunca discutiu ‘Emenda Master’
Senador Plínio Valério nega contato com Jaques Wagner sobre emenda do Banco Central
O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa conferir autonomia orçamentária e financeira ao Banco Central, senador Plínio Valério (PSDB-AM), afirmou que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), nunca o procurou para discutir a chamada “emenda Master”.
Em uma declaração feita nesta quinta-feira, Valério destacou que as informações veiculadas na mídia sobre a suposta atuação de Wagner em favor da emenda não correspondem à realidade. O senador enfatizou que não houve qualquer tipo de contato ou negociação entre eles a respeito do tema.
Recentemente, Jaques Wagner foi alvo de uma operação da Polícia Federal, que investiga irregularidades relacionadas ao Banco Master. A operação, parte da nona fase da chamada “operação Compliance Zero”, apura se o senador baiano recebeu um imóvel de R$ 2,5 milhões e pagamentos de R$ 3,5 milhões para favorecer o banco no Congresso Nacional.
A “emenda Master”, proposta pelo ex-ministro e atual senador Ciro Nogueira (PP-PI), também está sob investigação. A emenda pretendia elevar o limite das aplicações garantidas pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF, o que gerou controvérsia e preocupações sobre a segurança financeira dos investidores.
O modelo de negócios do Banco Master envolvia a oferta de produtos financeiros, como certificados de depósito bancário (CDBs), com rendimentos superiores à média do mercado, sendo promovidos como seguros devido à garantia do FGC. A falência do banco, ocorrida em novembro de 2025, resultou em um custo superior a R$ 40 bilhões para o fundo garantidor.
Plínio Valério reiterou em sua nota que em nenhum momento Jaques Wagner abordou a questão da emenda com ele, e que a proposta foi prontamente rejeitada por não estar relacionada ao conteúdo da PEC em discussão.
