Renan Santos afirma que a democracia é inexistente no Maranhão
Renan Santos critica a classe política maranhense e defende intervenção no Estado.
O pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, afirmou que o Maranhão enfrenta um regime político de exceção, com uma classe dirigente que atua de maneira predatória.
Em entrevista ao programa “Frente a Frente”, Renan destacou a necessidade de uma intervenção estrutural profunda no Estado, visando romper com as chamadas “elites parasitárias”. Para ele, a democracia maranhense está comprometida e a população necessita de mudanças significativas.
Renan propôs que cidadãos de municípios que não atendem a indicadores mínimos de desenvolvimento e serviços públicos sejam impedidos de votar, como uma forma de pressionar as gestões locais a serem mais eficientes. Essa medida, segundo ele, é essencial para a recuperação do Estado.
O foco da sua candidatura em 2026 está voltado para o eleitorado jovem, especialmente homens com até 24 anos. Neste momento, Renan realiza uma caravana rodoviária pelo Brasil, financiada por doações de apoiadores, para aumentar sua visibilidade entre os jovens. Ele reconhece que o principal desafio é o desconhecimento do eleitor sobre sua plataforma.
SEGURANÇA E JUSTIÇA
No que diz respeito à segurança pública, Renan defende uma agenda de “lei e ordem”, inspirada em modelos internacionais de combate ao crime organizado. Ele sugere a decretação de estado de defesa em áreas dominadas por facções criminosas e a implementação de um “direito penal do oprimido”, que prevê penas mais severas para aqueles considerados “inimigos do Estado”.
Sobre a pena de morte, Renan argumenta que essa punição já é uma realidade em diversas periferias brasileiras sob o controle de grupos criminosos. Ele afirma que o Estado deve retomar o monopólio do uso da força com maior rigor jurídico e policial.
Em relação à situação jurídica do ex-presidente, Renan se posicionou contra a concessão de anistia para os crimes investigados, defendendo que o Judiciário deve aplicar penas de forma equilibrada. Ele também criticou adversários na direita, distanciando-se de movimentos de nicho que considera problemáticos.
ECONOMIA E REFORMAS
A proposta econômica de Renan inclui uma reforma fiscal que visa evitar o que ele chama de “estelionato eleitoral”. Ele defende que o reajuste do salário mínimo e das aposentadorias seja vinculado apenas aos índices oficiais de inflação, sem aumentos reais que possam comprometer a estabilidade das contas públicas. Além disso, propõe a redução drástica da máquina administrativa e a digitalização total dos serviços públicos.
Renan busca se posicionar como uma alternativa ao governo atual e a figuras políticas que considera parte de um sistema político esgotado. Durante a entrevista, ele evitou comentar sobre um ex-aliado que teve seu mandato cassado, mantendo o foco em sua própria trajetória.
O partido Missão, oficialmente criado em 2025, está se preparando para sua primeira disputa presidencial. Com o apoio de congressistas como o deputado federal Kim Kataguiri, o partido trabalha na construção de bases regionais para apoiar a candidatura de Renan. Ele reafirmou que sua campanha será pautada pela “verdade nua e crua”, mesmo que isso inclua propostas controversas sobre o sistema federativo e o funcionamento das instituições.
