Renan Santos apresenta pedidos de impeachment contra Toffoli e Moraes no Senado
Renan Santos solicita impeachment de ministros do STF por supostas irregularidades.
O candidato à Presidência da República, Renan Santos, protocolou dois pedidos de impeachment no Senado Federal contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
Esses novos pedidos se somam a um total de 109 solicitações de impeachment que já estão acumuladas na Casa, conforme informado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Os documentos apresentados por Santos se baseiam em recentes revelações que sugerem uma possível relação de favorecimento entre os ministros e o proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro.
No caso de Toffoli, o pedido de impeachment destaca que fundos relacionados a empresas de Vorcaro teriam transferido pelo menos R$ 35 milhões para o resort Tayaya, pertencente à família do ministro. Quanto ao pedido contra Moraes, menciona um contrato firmado entre a esposa do ministro e Vorcaro, além de mensagens trocadas entre eles, sugerindo que Moraes atuava como um sócio do banqueiro.
O candidato solicita que o pedido seja processado e que uma Comissão Especial seja constituída para elaborar um parecer sobre as denúncias. A partir desse parecer, ele pede a aceitação das denúncias e a abertura do processo de impeachment, seguindo as normas regimentais estabelecidas.
Um pedido de impeachment contra um ministro do STF é algo inédito na política brasileira. O presidente do Senado é responsável por despachar as propostas legislativas e encaminhar o pedido à Advocacia do Senado, que fará uma análise técnica antes da avaliação pela Comissão Diretora. Se aprovado, o pedido seguirá o mesmo rito do impeachment de um presidente da República, conforme a legislação que regula os crimes de responsabilidade.
Em uma entrevista recente ao podcast Flow, Renan Santos intensificou suas críticas, acusando Alcolumbre de estar profundamente envolvido no escândalo do Banco Master. Ele descreveu o senador como “ignorante e corrupto”, afirmando que a lentidão dos pedidos de impeachment se deve à sua influência. Santos questionou a legitimidade de Alcolumbre como presidente do Senado e a decisão dos demais senadores em apoiá-lo.
