Repórter denuncia abuso sexual em ônibus e pede aumento na vigilância com mais câmeras

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Repórter relata abuso sexual em ônibus e pede mais segurança nos coletivos

Uma repórter de Porto Alegre compartilhou sua experiência traumática de abuso sexual dentro de um ônibus da linha Cefer. O relato ganhou destaque durante o programa ‘Ronda Popular’, onde a profissional enfatizou a urgência de melhorias na segurança dos transportes públicos.

Ela destacou a importância de que relatos como o seu gerem mudanças efetivas. A repórter ressaltou que, apesar da existência de protocolos de segurança, é necessário que estes sejam implementados de fato. A instalação de mais câmeras nos ônibus, especialmente em áreas estratégicas, foi uma de suas principais reivindicações.

O incidente ocorreu em um dia comum, quando a repórter embarcou em um ônibus com poucos passageiros. Um homem sentou-se ao seu lado, mesmo com muitos assentos disponíveis. Inicialmente, ela pensou que se tratava apenas de uma situação desconfortável, mas logo percebeu que o comportamento do homem era inadequado.

Ela notou que o homem mantinha as pernas abertas, pressionando-a contra a janela. Ao tentar chamar a atenção dele, percebeu que ele a encarava de forma ameaçadora, o que a fez sentir que a situação era mais grave do que imaginava.

Para se sentir mais segura, decidiu fazer uma videochamada com uma colega de trabalho. No entanto, ao se preparar para a chamada, percebeu que o homem havia colocado a mão sob seu corpo, tentando se aproximar dela de forma inapropriada.

“Aquilo que eu sentia pressionando em mim era a mão dele”, relatou. A repórter pediu para sair do banco e, ao se levantar, começou a gritar, acusando o homem de importunação sexual.

Após ser confrontado, o suspeito respondeu de forma evasiva e desceu do ônibus na parada seguinte. Apesar de haver várias pessoas no coletivo, ninguém interveio durante o incidente. A repórter expressou sua frustração com a falta de apoio dos passageiros.

Após o ocorrido, ela procurou o motorista para relatar o que havia acontecido e questionou sobre a presença de câmeras de segurança. Em seguida, registrou um boletim de ocorrência e solicitou as imagens do sistema de monitoramento da empresa de transporte.

A repórter também comentou sobre o impacto emocional do episódio e as reações que recebeu nas redes sociais. Ela ficou abalada com a indiferença dos outros passageiros, ressaltando a necessidade de um ambiente mais seguro e solidário dentro dos coletivos.

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