Republicanos anunciam apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno
Republicanos formaliza apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno da presidência
A executiva nacional do Republicanos anunciou, nesta quarta-feira, o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial. O partido, que integrou a coligação de Jair Bolsonaro em 2022, torna-se a segunda bancada a romper a neutralidade mantida no primeiro turno, unindo-se à base do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
O presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira, destacou que esse apoio não é incondicional. Ele enfatizou que serão respeitadas as particularidades locais, mencionando os diretórios da Paraíba e de Pernambuco, que já haviam manifestado apoio a Lula durante o primeiro turno.
O partido condicionou sua adesão a uma agenda de reformas e compromissos de governo. Pereira ressaltou a importância de uma reforma administrativa, a responsabilidade fiscal, o fortalecimento da autonomia municipal, a participação da União na segurança pública e a segurança jurídica para o setor privado.
O deputado expressou a necessidade de um Estado que atenda ao cidadão, afirmando que o trabalhador merece respeito e que a reforma administrativa deve buscar o fim dos privilégios para um governo mais eficiente.
Ao formalizar o apoio, Pereira alertou que não se trata de um “cheque em branco”. Ele cobrou de Flávio Bolsonaro a responsabilidade de governar para todos, incluindo aqueles que optaram por outros candidatos. Essa postura é vista como essencial para a reconstrução de pontes e a promoção da paz social no Brasil.
Com 41 deputados eleitos, o Republicanos se junta a outros partidos que já declararam apoio a Flávio Bolsonaro. A federação PP-União Brasil também manifestou sua adesão, após uma estratégia de neutralidade no primeiro turno, que visava fortalecer suas posições no Legislativo e nas disputas estaduais.
A mudança no cenário político ocorreu rapidamente, com Flávio Bolsonaro ascendendo nas pesquisas e consolidando uma significativa bancada de senadores, o que pode alterar o equilíbrio de forças no próximo governo.