ResOps da Commvault surge como estratégia para garantir a continuidade das empresas após ataques

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O conceito de ResOps surge como prioridade na proteção de dados e segurança cibernética.

Toda nova disciplina de tecnologia da informação (TI) que se torna prioridade orçamentária costuma receber uma sigla de três letras. Exemplos disso são o FinOps, que introduziu uma gestão financeira sobre os gastos em nuvem, e o DevOps, que aproximou as equipes de desenvolvimento e operações. Atualmente, o foco do mercado se volta para o ResOps, que significa Resiliência Operacional.

Esse conceito é promovido como uma evolução necessária na discussão sobre cibersegurança, onde a preocupação já não é mais se uma empresa sofrerá um ataque, mas sim quando isso ocorrer e se ela estará preparada para retomar suas operações. A integração entre as áreas é fundamental para garantir uma recuperação eficaz, conforme enfatizado por especialistas do setor.

Um estudo realizado revelou que, entre 539 tomadores de decisão em TI e resiliência na América do Norte, 85% já enfrentaram incidentes cibernéticos. No entanto, apenas 27% demonstraram estar em um estágio avançado de preparação, indicando que mais de dois terços das organizações ainda não atingiram um nível básico de capacidade de recuperação. Esse cenário explica a crescente relevância do tema nas discussões de conselhos e diretorias.

O levantamento também destacou a fragilidade na gestão de identidades, especialmente com o avanço da inteligência artificial (IA). Nove em cada dez entrevistados reconhecem a necessidade de aprimorar essa gestão para enfrentar os riscos associados à IA, com 58,7% considerando que suas abordagens atuais precisam de melhorias significativas ou até mesmo de uma reformulação completa.

A colaboração entre equipes de TI e segurança é outro ponto crítico, com 98,4% dos participantes indicando a necessidade de uma integração mais eficiente. Além disso, 57,7% das organizações ainda não definiram completamente seu Negócio Mínimo Viável (MVB), o que é essencial para a continuidade das operações após uma crise. A proposta de ResOps visa endereçar essas lacunas.

O estudo categoriza a maturidade das empresas em quatro níveis, desde aquelas que apenas se reúnem para recuperar o ambiente após um incidente, até aquelas que utilizam IA para detectar anomalias. A discussão sobre ResOps se conecta a um movimento crescente de uso de IA tanto para defesa quanto para ataque, tornando a cibersegurança um campo em constante evolução.

Com a evolução da IA, as empresas ampliam suas capacidades, mas essa mesma tecnologia também está disponível para atacantes, facilitando o acesso a ferramentas que podem ser utilizadas em ofensivas. Isso resulta em um aumento no volume de tentativas de ataques e na velocidade com que são realizados.

No campo da defesa, a utilização de machine learning para identificar padrões anômalos se torna crucial. A empresa em questão aplica essas tecnologias para sinalizar potenciais ataques, além de oferecer um agente de IA para atendimento ao cliente, que auxilia na busca por soluções e na configuração de produtos.

Transformação no ecossistema de canais

A tecnologia é apenas uma parte da solução; a organização também desempenha um papel vital. O modelo de negócios adotado é baseado em parcerias, com um foco especial na transformação do ecossistema para incluir conhecimentos em segurança da informação e compliance, além da proteção de dados.

Essa abordagem envolve a capacitação de parceiros tradicionais para que possam dialogar com as áreas de segurança das empresas, que historicamente foram tratadas de forma isolada. A integração é essencial para a ciberresiliência, que depende de um ecossistema colaborativo de produtos, pessoas e processos.

Além disso, a empresa está recrutando canais especializados em cibersegurança, que podem atuar tanto na prevenção quanto na resposta a incidentes, incluindo a negociação com atacantes e a coordenação com seguradoras. Esse processo é crítico para garantir que o ambiente atacado permaneça inalterado até que a perícia da seguradora seja concluída.

A empresa também investe em um programa de capacitação com certificações gratuitas, visando preparar tanto parceiros quanto clientes finais interessados em aprimorar suas habilidades técnicas.

Estratégia da unidade enterprise

A integração e a especialização dos canais são parte da estratégia para fortalecer a operação no Brasil. Recentemente, houve uma reestruturação na unidade enterprise, que visa atender de maneira mais eficaz as grandes contas, um segmento que não havia recebido atenção dedicada anteriormente.

A operação está organizada em quatro territórios comerciais, cada um apoiado por equipes focadas em vendas e desenvolvimento

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