Resultados finais das eleições de meio de mandato nos EUA são aguardados
Americanos votam em eleição de meio de mandato que pode mudar o equilíbrio de poder em Washington.
Os cidadãos dos Estados Unidos se dirigem às urnas nesta terça-feira, 3, para eleger todos os membros da Câmara dos Representantes e um terço do Senado. Esta eleição de meio de mandato é vista como um momento crucial para o futuro político do país, com a possibilidade de alterar significativamente o equilíbrio de poder em Washington.
A votação está ocorrendo em todo o território nacional, com os últimos estados, Alasca e Havaí, abrindo suas urnas às 13h e 14h, respectivamente, no horário de Brasília. Este pleito é marcado por uma intensa polarização política e é considerado um teste importante para o atual presidente.
Os primeiros locais de votação começam a fechar às 18h no horário local em alguns estados da Costa Leste, enquanto na Costa Oeste, em lugares como Califórnia e Oregon, as seções eleitorais encerrarão às 20h locais. Os últimos pontos de votação no país fecharão uma ou duas horas depois, o que pode atrasar a divulgação dos resultados.
Se um dos partidos conseguir uma vitória significativa na Câmara dos Representantes, uma tendência mais clara pode ser observada entre 23h e meia-noite, no horário da Costa Leste, correspondendo a 1h e 2h da manhã em Brasília.
No Senado, a situação é mais complexa, com os resultados iniciais vindo de estados da Costa Leste, como Carolina do Norte, Ohio e Maine. A atenção se voltará para disputas cruciais no Texas, Iowa e Kansas. Michigan, dividido entre dois fusos horários, pode ter uma divulgação de resultados mais lenta.
Históricos recentes mostram que a definição do controle do Senado pode levar tempo. Nas eleições de meio de mandato de 2022, foram necessários quatro dias para confirmar a maioria do Senado, com os democratas assegurando o controle apenas em 12 de novembro, após uma apuração prolongada.
Quase 250 milhões de eleitores convocados
Um total de cerca de 250 milhões de eleitores está apto a participar deste pleito. Uma vitória expressiva dos democratas poderia limitar significativamente a capacidade de ação do presidente nos últimos dois anos de seu mandato.
O interesse pela eleição se reflete na participação antecipada, com quase 58 milhões de americanos já tendo votado antes do dia oficial, seja presencialmente, por correspondência ou em centros de votação antecipada.
A oposição democrata busca retomar o controle da Câmara dos Representantes, composta por 435 cadeiras, e tem grandes oportunidades no Senado, onde 35 dos 100 assentos estão em disputa.
Atualmente, os democratas contam com 47 senadores e almejam alcançar 51 cadeiras na Câmara Alta. Pesquisas indicam disputas acirradas em estados tradicionalmente conservadores, como Maine, Alasca, Texas, Ohio e Kansas. Uma derrota republicana no Senado poderia dificultar a aprovação de indicações para a Suprema Corte e para altos cargos na administração federal.
Além da disputa pelo Congresso, os eleitores também escolherão governadores em 36 estados e renovarão centenas de cargos nas assembleias legislativas estaduais.
Impopularidade recorde de Trump
A eleição ocorre em um momento delicado para o presidente, que enfrenta seu pior nível de aprovação desde o início de seu mandato, em janeiro de 2025, devido ao descontentamento com a guerra contra o Irã e seus impactos econômicos.
A taxa de aprovação do presidente caiu para 37,5%, o menor nível durante seu segundo mandato, com o percentual de eleitores que desaprovam sua gestão superando o de apoiadores desde março de 2025.
Neste contexto, as eleições de meio de mandato são vistas como um referendo sobre o presidente, uma avaliação frequentemente mencionada por Trump durante a campanha.
Para mobilizar sua base, o presidente concedeu uma entrevista à Fox News, defendendo suas políticas e destacando a importância de manter a grandeza dos Estados Unidos. Ele afirmou que, nos últimos dois anos, o país passou de uma situação terrível para uma nova era de grandeza.
Trump dedicou quase um mês a percorrer o país em uma campanha que se tornou a mais cara da história americana, com gastos superiores a 11 bilhões de dólares.
Na véspera da votação, ele convocou seus apoiadores a comparecerem às urnas, enfatizando a importância do pleito: