Revista aponta que Vorcaro destinou R$ 30 milhões a filme sobre Lula

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Investigações sobre financiamento de documentário envolvendo Lula e Banco Master ganham destaque.

Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, é acusado de destinar R$ 30 milhões a um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Instituto Lula. Essa movimentação ocorre em um contexto de negociações para aumentar o acesso do banco a recursos de fundos de pensão públicos.

Áudios atribuídos ao banqueiro sugerem que os pagamentos estariam ligados a negociações com João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT. A revista que trouxe à tona essa informação detalha que Vaccari teria solicitado uma comissão de 10% sobre os recursos captados pelo Banco Master de fundos de previdência de instituições como Caixa, Banco do Brasil, Petrobras e Correios.

As negociações mencionadas poderiam alcançar até R$ 10 bilhões, embora o banco não tenha conseguido obter os recursos desejados. As conversas entre Vorcaro e os envolvidos foram encerradas em agosto de 2025.

Após a divulgação da reportagem, advogados do grupo Prerrogativas acionaram a Polícia Federal para investigar uma possível articulação entre Vorcaro e pessoas ligadas à campanha de Flávio Bolsonaro. Há suspeitas de que uma gravação atribuída ao banqueiro, contendo acusações contra Lula e membros do governo, possa ser utilizada para influenciar as eleições presidenciais.

A representação feita à Polícia Federal pede a verificação da existência, origem e conteúdo do material mencionado, uma vez que os advogados afirmam não ter tido acesso a ele.

Vorcaro e o filme sobre Jair Bolsonaro

Daniel Vorcaro também é vinculado ao financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata o ex-presidente Jair Bolsonaro, com uma negociação que envolveu US$ 24 milhões. O senador Flávio Bolsonaro confirmou sua busca por recursos para o projeto, mas negou qualquer irregularidade nas transações.

A investigação sobre a origem dos fundos e os termos da negociação se tornou parte de um debate mais amplo sobre as relações entre o ex-banqueiro e a família Bolsonaro. A Polícia Federal revelou que Flávio solicitou cerca de R$ 131 milhões para a produção do filme, dos quais cerca de R$ 60 milhões já teriam sido pagos.

Parte dos recursos foi transferida pela Entre Investimentos e Participações para um fundo nos Estados Unidos, ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro, que atuou como produtor-executivo do filme. Em julho de 2026, o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, autorizou a abertura de um inquérito para investigar a origem e a destinação desses valores, incluindo a suspeita de que parte do dinheiro tenha sido utilizada para cobrir despesas de Eduardo nos EUA.

Tanto Flávio quanto Eduardo Bolsonaro negam qualquer irregularidade relacionada a essas transações.

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