Rio Grande do Sul avança no IDHM e confirma recuperação social e econômica
Rio Grande do Sul alcança índice de muito alto desenvolvimento humano em 2024.
O Rio Grande do Sul atingiu um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,818 em 2024, integrando oficialmente a faixa de muito alto desenvolvimento humano. Essa informação é baseada em dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
O estudo, intitulado Radar IDHM 2024, analisa indicadores sociais e econômicos do país e revela que o estado tem demonstrado um crescimento consistente nos últimos anos, superando os desafios econômicos e sociais impostos pela pandemia.
Entre 2021 e 2024, o IDHM do Rio Grande do Sul teve um avanço significativo, saltando de 0,772 para 0,818, o que representa um crescimento nominal de 0,046 ponto, equivalente a 5,9%. Em comparação, em 2012, esse índice era de 0,753.
A Região Metropolitana de Porto Alegre também registrou evolução notável, com o índice passando de 0,775 em 2021 para 0,831 em 2024, um aumento de 7,2%, garantindo assim seu espaço na faixa de muito alto desenvolvimento humano.
A melhora nos índices foi impulsionada por avanços em indicadores de renda, educação e expectativa de vida. No entanto, o estudo alerta para os desafios que ainda persistem relacionados à desigualdade social, especialmente nas regiões metropolitanas.
No cenário nacional, o Brasil alcançou um IDHM de 0,805 em 2024, entrando pela primeira vez no grupo de países com muito alto desenvolvimento humano. Anteriormente, o país havia enfrentado quedas significativas nos indicadores durante 2020 e 2021 devido aos efeitos da pandemia de Covid-19.
A recuperação dos indicadores começou a ser observada em 2022, com o índice nacional passando de 0,788 para 0,798 em 2023, chegando ao patamar atual em 2024.
O estudo também indicou uma redução das desigualdades raciais no Brasil. A população negra apresentou um crescimento no desenvolvimento humano quase duas vezes superior ao da população branca entre 2012 e 2024.
Enquanto a população negra teve um aumento de 10,3% no desenvolvimento humano, a população branca registrou um crescimento de 5,5%. Consequentemente, a disparidade entre os dois grupos diminuiu de 14% para 9% durante esse período.
Além disso, o levantamento revelou que todas as unidades da Federação experimentaram crescimento no IDHM entre 2012 e 2024, sendo que os maiores avanços proporcionais foram observados em estados do Nordeste, como Alagoas, Piauí e Rio Grande do Norte.
Em 2024, dez estados brasileiros alcançaram o nível considerado de muito alto desenvolvimento humano.
Entre as regiões metropolitanas analisadas, os melhores resultados foram obtidos em Florianópolis, com índice de 0,874, e Curitiba, com 0,856. Em contrapartida, os menores índices foram registrados em Macapá, com 0,762, e Maceió, que obteve 0,776.
