Rio Grande do Sul emite alerta para raiva de herbívoros em municípios de três regiões
Rio Grande do Sul emite alerta sanitário para raiva dos herbívoros
A Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) lançou um alerta sanitário em relação à raiva dos herbívoros, focando especialmente nos municípios de São Francisco de Paula e Caraá. A comunicação inclui a preocupação com a expansão da doença para outras localidades, como Canela, Três Coroas, Riozinho, Maquiné e Rolante.
Até o momento, o Rio Grande do Sul contabiliza 45 focos ativos da doença em dez regiões diferentes. A raiva é uma enfermidade que pode ser controlada através da vacinação em massa dos animais, sendo essencial realizar a imunização e seus reforços para garantir a proteção de rebanhos bovinos, bubalinos, equinos, ovinos e suínos.
Wilson Hoffmeister, coordenador do Programa de Controle da Raiva Herbívora da Seapi, enfatiza a importância do alerta para encorajar os produtores a vacinarem seus rebanhos e informarem sobre a localização de refúgios, o que facilita o trabalho das equipes responsáveis pela captura de morcegos transmissores da doença.
Apenas as equipes do Núcleo de Controle da Raiva Herbívora estão preparadas para realizar a captura dos morcegos. Caso produtores identifiquem refúgios, devem comunicar imediatamente a Inspetoria ou Escritório de Defesa Agropecuária em suas localidades.
Este representa o terceiro alerta emitido em 2026. Os dois primeiros ocorreram em fevereiro, abrangendo Piratini e regiões vizinhas, e em abril, envolvendo Tiradentes do Sul e São Nicolau. Informações adicionais podem ser consultadas no site da Secretaria da Agricultura.
Características da doença
A raiva é uma zoonose, com o morcego hematófago, conhecido como “morcego-vampiro”, sendo o principal transmissor para os rebanhos. A infecção pode ser transmitida a humanos através do contato com a boca ou saliva de animais infectados.
O Ministério da Agricultura e Pecuária recomenda a vacinação anual dos rebanhos e o monitoramento de abrigos, além do controle específico de morcegos hematófagos por órgãos de defesa agropecuária. É fundamental que casos suspeitos sejam notificados ao serviço veterinário oficial imediatamente, especialmente se houver sintomas de engasgo ou marcas de mordidas.
A raiva dos herbívoros geralmente se apresenta na forma paralítica, que, após o início dos sintomas, evolui rapidamente e é 100% fatal. Ao contrário de cães e gatos, que podem mostrar agressividade extrema, os grandes animais de produção manifestam sintomas neurológicos e paralisia progressiva.
Os sinais da doença se desenvolvem rapidamente, levando à morte em um período curto, de 3 a 7 dias. O quadro clínico se divide em três fases:
– Fase comportamental: o animal se afasta do grupo, demonstra apatia e sensibilidade na área da mordedura.
– Fase neurológica: dificuldade para engolir, salivação intensa, alterações motoras e movimentos desordenados.
– Fase terminal: perda de força nas patas traseiras, seguido de paralisia e morte por parada respiratória.
