Rogério Marinho confirma candidatura à presidência do Senado e nega rodízio com Tereza Cristina

Compartilhe essa Informação

Rogério Marinho anuncia candidatura à presidência do Senado e discute possíveis alianças.

O senador Rogério Marinho (PL-RN) confirmou sua intenção de concorrer à presidência do Senado, desmentindo rumores sobre um acordo prévio com a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que também se apresenta como candidata pela centro-direita. Marinho destacou que ambos irão decidir no futuro sobre a continuidade de suas candidaturas.

Em declarações após uma reunião com senadores do PL em Brasília, Marinho ressaltou a legitimidade da candidatura de Tereza, afirmando que ela buscará viabilizar sua participação na disputa. “Estamos no mesmo lado, defendemos as mesmas bandeiras. Tereza é nossa parceira”, afirmou.

Durante o encontro, o senador expressou confiança em obter pelo menos 40 votos, lembrando que para garantir a vitória no primeiro turno são necessários 41 votos. Ele enfatizou que o PL conta com um número significativo de senadores e apoio de outros partidos, incluindo o Novo, PP e Republicanos.

Possibilidade de rodízio na candidatura

Marinho foi cauteloso ao comentar sobre a possibilidade de um “rodízio” com Tereza, onde um poderia concorrer em 2027 e o outro em 2029. “Não vou especular sobre isso”, disse ele, evitando fazer previsões sobre um eventual acordo entre os candidatos.

O senador também mencionou que o PL está avaliando a posição sobre a votação aberta na eleição para o comando do Senado, atualmente realizada de forma secreta. Ele acredita que a abertura dos votos seria “recomendável”, visando constranger senadores que, embora eleitos na onda bolsonarista, poderiam optar pela reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP).

Além disso, Marinho expressou sua expectativa de que a Casa não vote um projeto sobre redução penal nesta quarta-feira, sendo ele o autor de uma emenda que propõe a diminuição da pena para 16 anos como regra geral e 14 anos para crimes graves.

Projetos em pauta

O senador também defendeu a votação de uma anistia para aqueles condenados pelos eventos de 8 de Janeiro, ressaltando que o projeto deve tramitar como qualquer outro. Ele reiterou sua posição em relação ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que a questão deve ser tratada com respeito à Constituição, sem omissões, já que ninguém está acima da lei.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *