RS encerra nova etapa de operação contra celulares em presídios

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Polícia Penal do Rio Grande do Sul realiza operação para combater organização criminosa em presídios.

A Polícia Penal do Rio Grande do Sul, em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas Penais, finalizou a 11ª fase da operação “Mute”, que visa a retirada de dispositivos móveis de instituições prisionais.

Essa ação, que começou no dia 18 de maio, envolveu mais de 300 agentes e percorreu quatro penitenciárias do estado, incluindo a Penitenciária Estadual Modulada de Montenegro, Charqueadas, Santa Maria e Porto Alegre. O objetivo central é enfraquecer as organizações criminosas operantes dentro e fora das unidades prisionais.

A operação utilizou tecnologia e inteligência para identificar e apreender celulares, carregadores, chips, cabos USB e outros itens que facilitam a comunicação ilícita entre presos e o mundo externo.

O planejamento foi realizado com base em critérios de segurança e inteligência, priorizando as unidades com maior atuação de organizações criminosas. As intervenções contaram com grupos especializados e a colaboração de equipes de inteligência do Departamento de Inteligência da Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo.

Além disso, a Polícia Rodoviária Federal prestou apoio logístico, aumentando a eficácia da operação. O titular da Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo, Cesar Atilio Kurtz Rossato, pontuou que a integração e o planejamento têm sido cruciais para os resultados obtidos na segurança pública.

O superintendente da Polícia Penal, Sergio Dalcol, destacou a importância das ações integradas no sistema prisional, enfatizando que a Polícia Penal trabalha constantemente para evitar a entrada de itens ilícitos nas unidades, promovendo um ambiente mais seguro tanto dentro quanto fora dos presídios.

Desde o início das operações “Mute” em 2023, mais de 40 mil celas foram revistadas, resultando na apreensão de pelo menos 8,5 mil celulares, além de drogas e outros materiais proibidos. O programa “Brasil contra o Crime Organizado”, que inclui a operação, é uma iniciativa do governo federal para fortalecer a segurança pública com um investimento que supera R$ 11 bilhões.

No Rio Grande do Sul, a operação foca em sete presídios selecionados com base em critérios como o porte das unidades e o perfil dos detentos, embora a adesão aos recursos do programa dependa de decisões do governo estadual.

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