Rússia condiciona fim da guerra à retirada da Ucrânia do Donbass
Rússia reafirma condição para negociações de paz na Ucrânia
A Rússia reiterou sua posição sobre o fim do conflito na Ucrânia, afirmando que não haverá negociações até que as tropas ucranianas se retirem do Donbass, uma região estratégica no leste do país.
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que para que um cessar-fogo ocorra e se inicie um diálogo de paz genuíno, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, deve ordenar a retirada das forças armadas ucranianas do Donbass e das regiões sob controle russo.
As conversações entre Moscou e Kiev, mediadas pelos Estados Unidos, estão em um impasse desde o início da guerra no Oriente Médio, que começou no final de fevereiro. A situação tem gerado tensões adicionais na região, dificultando qualquer avanço nas negociações.
Recentemente, o presidente dos Estados Unidos anunciou uma trégua entre os dois países, programada para ocorrer de 9 a 11 de maio, em comemoração à vitória soviética sobre a Alemanha nazista em 1945. Contudo, ambos os lados alegaram violações dessa trégua, refletindo a fragilidade da situação.
Atualmente, a Rússia controla cerca de 20% do território ucraniano, incluindo a Península da Crimeia, anexada em 2014, e a maior parte das regiões de Donetsk e Luhansk, além de partes significativas de Zaporizhzhia e Kherson. Esses territórios foram reivindicados pela Rússia após referendos considerados ilegítimos pela comunidade internacional.
Zelensky, por sua vez, rejeitou as reivindicações russas, afirmando que ceder essas áreas seria uma forma de rendição, o que não está em sua agenda. O conflito, que teve início em 2022, já resultou em centenas de milhares de mortes, tornando-se o mais letal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
